Irão: Rangel fala com homólogo do Iraque para expressar solidariedade após ataques

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, expressou hoje solidariedade para com o Iraque durante uma conversa com o homólogo iraquiano, na sequência dos ataques de Teerão que visaram o país.

Irão: Rangel fala com homólogo do Iraque para expressar solidariedade após ataques

Paulo Rangel teve “uma conversa profunda” com Fuad Hussein, em que se demonstrou solidário “face aos ataques condenáveis do Irão”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

“Convergiram no imperativo de pararem os ataques. E de, tão rápido quanto possível, fazer regressar as partes à mesa da negociação”, acrescentou o ministério na mesma nota.

Entretanto, durante uma conversa telefónica com o Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Chia al-Soudani, prometeu hoje tomar “as medidas necessárias para impedir” novos ataques.

O Iraque, especialmente a região de Erbil, no Curdistão iraquiano, tem sido visado por vários ataques com drones Shahed de fabrico iraniano e, na quinta-feira, bases militares italianas e francesas foram atacadas.

O ataque à base francesa provocou a morte de um soldado e deixou sete outros feridos.

Durante a conversa telefónica hoje à tarde com Macron, Al-Soudani manifestou a sua solidariedade para com a França, garantindo que seria realizada uma investigação.

Já o presidente do Curdistão iraquiano, Nechirvan Barzani, que também conversou com o chefe de Estado francês, apelou, por sua vez, às autoridades de Bagdad para que “estabelecessem limites aos grupos fora da lei”, condenando este “ataque terrorista”.

Momentos antes, o líder francês afirmou numa conferência de imprensa durante a visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que a posição de França na guerra do Irão “é puramente defensiva” e que a morte de um soldado francês no Curdistão iraquiano não pode “justificar que se ataque o país”.

Macron considerou inaceitável que soldados franceses tenham sido atingidos enquanto “lutavam no âmbito de uma coligação internacional contra o ressurgimento do terrorismo na região e ao serviço da soberania iraquiana”.

O Presidente francês afirmou ter solicitado às Forças Armadas “uma análise consolidada dos factos e das circunstâncias”, que espera obter “nas próximas horas”.

Questionado sobre a possibilidade de uma resposta, afirmou recusar-se a elaborar qualquer “tipo de cenário” ou a entrar numa “ficção política sobre este assunto”.

“A França continuará a dar provas de sangue-frio, calma e determinação, a ser fiável perante os nossos parceiros, a proteger os nossos cidadãos e a defender os nossos interesses e a nossa segurança”, assegurou Macron.

Em retaliação à ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

 

TAB // SCA

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share