Polícia de Londres vai intensificar uso de ‘drones’, reconhecimento facial e IA

A polícia de Londres vai intensificar o uso de ‘drones’, reconhecimento facial e inteligência artificial para combater a criminalidade na capital britânica, anunciou hoje o seu chefe, Mark Rowley.

Polícia de Londres vai intensificar uso de 'drones', reconhecimento facial e IA

A estratégia deverá permitir à polícia “manter-se um passo à frente dos criminosos”, defendeu o responsável, numa altura em que algumas destas tecnologias são criticadas como violação do direito à privacidade.

“O setor privado recorre a dados e a tecnologias sofisticadas para antecipar as necessidades e proteger os clientes em tempo real. O público espera o mesmo da polícia”, argumentou Rowley.

A Polícia Metropolitana de Londres lançou um teste em outubro para o uso dois ‘drones’ e atualmente possui nove, ativados para monitorizar cerca de 200 incidentes por semana.

Estes são frequentemente os primeiros a chegar ao local, em cerca de dois minutos, identificando suspeitos e prestando apoio aos agentes no terreno, que demoram até nove minutos para chegar.

A sua utilização agora vai ser generalizada a toda a capital, para desenvolver uma “rede de ‘drones’ à escala da cidade”.

Paralelamente, a ‘Met’ vai alargar a utilização do reconhecimento facial em tempo real, nomeadamente mediante câmaras fixas em bairros como o West End, muito procurado pelos turistas devido às lojas, restauração e teatros. 

Esta tecnologia contribuiu, desde o início de 2024, para mais de duas mil detenções de suspeitos envolvidos em crimes graves, salientou a polícia.

A inteligência artificial será também cada vez mais utilizada para analisar as imagens de videovigilância. Londres conta com cerca de um milhão de câmaras.

Segundo Mark Rowley, um projeto-piloto desenvolvido em colaboração com a gigante norte-americana de análise de dados Palantir já permitiu à polícia tirar melhor partido dos seus dados.

No entanto, o presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, bloqueou recentemente um contrato de 50 milhões de libras entre a Met e a Palantir, invocando preocupações quanto ao processo de adjudicação.

O recurso da polícia a estas ferramentas suscita críticas, com a organização de defesa dos direitos civis Big Brother Watch a denunciar “a expansão de um Estado de vigilância” e uma violação da privacidade. 

A organização aponta também para os riscos de erros de identificação e de discriminação.

Em abril, o Tribunal Superior de Londres considerou que a ‘Met’ tinha implementado as “medidas de proteção adequadas” para prevenir abusos, após um homem identificado erroneamente como suspeito ter apresentado queixa contra a polícia.

BM // APN

By Impala News / Lusa

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