PM britânico considera que permanecer na NATO “é do interesse dos EUA”
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reafirmou hoje que permanecer na NATO é “do interesse dos Estados Unidos”, após novas críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou várias vezes abandonar a Aliança Atlântica.
“É do interesse dos Estados Unidos, é do interesse da Europa. A NATO é uma aliança defensiva que, há décadas, nos mantém muito mais seguros do que estaríamos de outra forma”, afirmou em Doha, no Qatar, última etapa de uma digressão iniciada na quarta-feira para se reunir com os líderes do Golfo.
Em declarações transmitidas pela estação ITV, Starmer argumentou que a NATO “é a aliança militar mais eficaz que o mundo já conheceu”.
“Nós, europeus, precisamos de fazer mais? Sim, tenho defendido essa posição há quase dois anos, tanto junto dos nossos parceiros europeus como de todos os outros. Continuamos a defender essa posição e continuaremos a defendê-la”, vincou.
Há vários meses que o presidente norte-americano ameaça regularmente com a saída dos Estados Unidos da NATO.
“A NATO não esteve presente quando precisámos dela, e não estará presente se voltarmos a precisar dela”, criticou na quinta-feira na rede social Truth Social, após um encontro na Casa Branca com o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte.
Segundo o Wall Street Journal, a Casa Branca está a considerar retirar as tropas americanas estacionadas em países que não apoiaram a ofensiva militar contra o Irão, para as transferir para países considerados mais cooperantes.
O Reino Unido terá sido contactado no âmbito de uma auditoria aos países membros da NATO conduzida pelo executivo americano, segundo o diário The Times.
Na quinta-feira, Keir Starmer e Donald Trump conversaram por telefone sobre a “necessidade de um plano prático” para restabelecer a circulação no estreito de Ormuz, indicou Downing Street, após a conclusão de um cessar-fogo frágil no Médio Oriente.
O Reino Unido organizou na semana passada uma reunião virtual com representantes de cerca de quarenta países dispostos a mobilizar-se para garantir a segurança desta rota marítima estratégica.
“Tive uma conversa com o Presidente Trump ontem à noite e expus-lhe os pontos de vista da região: estes Estados do Golfo são vizinhos do Irão e, por isso, para que o cessar-fogo se mantenha – e esperamos que assim seja -, é necessário envolvê-los”, disse Starmer à ITV.
O primeiro-ministro britânico disse que a maior parte da conversa foi passado a “discutir o plano prático que será necessário para garantir a navegação pelo estreito e o papel que o Reino Unido está a desempenhar”.
BM// APN
By Impala News / Lusa