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Pelo menos 80 trabalhadores deixaram aérea estatal moçambicana LAM em 2025

Pelo menos 80 trabalhadores deixaram a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) em 2025, no âmbito do processo de reestruturação da companhia estatal, segundo informação do Governo na Conta Geral do Estado (CGE).

Pelo menos 80 trabalhadores deixaram aérea estatal moçambicana LAM em 2025

Segundo a CGE, recentemente aprovada pelo Governo e que seguiu para apreciação no Parlamento, durante o ano de 2025, no âmbito do plano de reestruturação, foi assegurada a aquisição de quatro aeronaves, no caso, dois Bombardier Q400 e dois Embraer 190, e “registadas as ações da LAM na Central de Valores Mobiliários”.

Para “melhorar o balanço da empresa, prosseguem formalidades legais para o saneamento das dívidas garantidas pelo Estado junto à banca comercial” – BCI e Moza Banco -, refere-se ainda no documento.

Foram já “regularizadas as dívidas” da transportadora aérea junto das empresas estatais Aeroportos de Moçambique e Petróleos de Moçambique, “através de encontro de contas e cancelamento contabilístico”, acrescenta a CGE.

“No processo de reestruturação da empresa, foi iniciado o redimensionamento da mão-de-obra, através da revisão da orgânica e quadro ótimo, tendo já sido indemnizadas 80 trabalhadores, projetando-se que mais colaboradores sejam abrangidos em 2026”, lê-se.

Entretanto, a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou a aquisição de 25,2% do capital social da estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito do processo de reestruturação, seguida da Emose e CFM, cada com 15,4%.

Ainda segundo a CGE de 2025, a HCB, empresa pública, aprovou o investimento de 36 milhões de dólares (30,8 milhões de euros) nesse processo e a criação da Fly Moz, entidade que tem o “objetivo de garantir financiamentos a LAM”, também estatal.

Neste processo de reestruturação da LAM, aprovado em 2025 pelo Governo moçambicano, outras duas empresas públicas investiram e entraram no capital social da companhia aérea de bandeira, “estando o valor a ser aplicado para a aquisição de aeronaves, saneamento da força de trabalho e pagamento de fornecedores” e “registando-se melhorias na estabilidade da operação”, conclui a CGE.

A seguradora Emose aprovou o investimento de 22 milhões de dólares (18,8 milhões de euros), “passando a ser detentora de 15,40% da estrutura acionista da LAM”, tal como a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, conforme refere a Conta Geral do Estado.

Há um ano foi anunciada a intenção de alienar 91% do capital social da LAM, mas estas três operações totalizam ainda apenas 56%.

O ministro dos Transportes moçambicano disse em novembro último que três empresas públicas vão injetar 130 milhões de dólares (110,4 milhões de euros) para recapitalizar a LAM e que 80 trabalhadores estão de saída no âmbito da reestruturarão da companhia aérea estatal.

Ao prestar informações aos deputados, no Parlamento, sobre o processo de reestruturação da LAM, João Matlombe revelou que a decisão do Governo, de fevereiro de 2025, de alienar 91% do capital social da companhia às empresas estatais Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), prevê que as três paguem aquela verba.

No Parlamento, o ministro João Matlobme assumiu em novembro que o objetivo é “recapitalizar a empresa, reestruturar operações e adquirir novas aeronaves”.

“Os novos acionistas HCB, CFM, Emose e outros fundos públicos reforçam o caráter estratégico e nacional da companhia, mantendo o controlo estatal e garantindo a orientação da LAM ao serviço do interesse público”, esclareceu o ministro, revelando então, pela primeira vez, o valor da operação de alienação, fixada em 130 milhões de dólares.

PVJ // APL

By Impala News / Lusa

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