Pelo menos 17 mil clientes sem eletricidade após ciclone Gezani em Moçambique

Pelo menos 17 mil clientes continuam sem eletricidade em Inhambane, de um total de 132 mil afetados, após a passagem do ciclone tropical intenso Gezani naquela província do sul de Moçambique, anunciou hoje a elétrica moçambicana.

Pelo menos 17 mil clientes sem eletricidade após ciclone Gezani em Moçambique

“O ciclone Gezani afetou 132.000 clientes. Os trabalhos das equipas técnicas permitiram religar, até ao momento, 115.000. Estão ainda desprovidas de corrente elétrica 17.000 consumidores”, lê-se num comunicado da Eletricidade de Moçambique (EDM), enviado à comunicação social.

O ciclone, que atingiu a província na noite de sexta-feira, derrubou 61 postes de energia, 32 dos quais já foram repostos, faltando ainda 29, indica a EDM, referindo que equipas técnicas estão no terreno para garantir o reestabelecimento da corrente “o mais breve possível”.

A eletricidade foi restabelecida nas cidades de Inhambane e Maxixe e nos distritos de Homoíne, Morrumbene, Massinga e Funhalouro, aponta a empresa no documento.

A EDM refere que foram acionados geradores de emergência para garantir serviços essenciais às áreas afetadas, mobilizadas equipas de reforço, meios e materiais para fazer face aos dados causados, além de ter sido ativado o comité de emergência da empresa para gestão e assistência ao período pós-ciclone.

A estatal moçambicana pede a tomada de medidas de prevenção, alertando que durante o período de corte de energia, todas as instalações devem ser consideradas como estando permanentemente em tensão.

Pelo menos quatro mortos, dois feridos e cerca de 500 pessoas afetadas pela passagem do ciclone tropical intenso Gezani na província de Inhambane, indicam dados preliminares do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

O ciclone destruiu parcial e totalmente um total de 1.262 casas e afetou 738 alunos, 217 salas de aula, 27 professores, 100 escolas e 17 blocos administrativos de educação, além de oito unidades de saúde e dois sistemas de abastecimentos de água.

Todos os 16 centros de acomodação abertos na província já foram encerrados, tendo albergado 809 pessoas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano anunciou, no sábado, que o ciclone Gezani já não constitui perigo para o país.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou hoje o “comportamento exemplar” das populações, seguindo as recomendações das autoridades, na gestão do ciclone tropical Gezani, o que permitiu minimizar os danos que o fenómeno causaria.

“A destacar na gestão deste desastre, sobretudo antes da sua ocorrência, o comportamento exemplar das nossas populações. Quero mais uma vez agradecer ao povo moçambicano que se retirou das zonas de risco e também reforçou as suas infraestruturas para não estarem vulneráveis aos ventos fortes deste ciclone”, disse Chapo em declarações à imprensa em Adis Abeba, onde participou na cimeira da União Africana (UA).

Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do Gezani, que atingiu com força na terça-feira à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo o balanço das autoridades locais.

Moçambique ainda recupera das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.

Desde outubro, início da época chuvosa, Moçambique registou pelo menos 211 mortos, 299 feridos e 853.941 pessoas afetadas, segundo atualização do INGD.

LN (ANP)// SF

By Impala News / Lusa

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