Pedro Chagas Freitas Fala sobre a posição da mãe de Maycon: “Não há como julgar…”
Perante as críticas dirigidas a Neuza, mãe de Maycon Douglas, devido à forma como tem lidado com o desaparecimento do filho, Pedro Chagas Freitas quebrou o silêncio e apelou à empatia, lembrando que não existe forma certa de viver uma dor desta dimensão.
O desaparecimento de Maycon Douglas continua a gerar forte comoção, mas também muitas dúvidas e críticas, sobretudo dirigidas à mãe do ex-concorrente da Casa dos Segredos, Neuza. De acordo com relatos de amigos e informações avançadas pela TVI, a progenitora terá aceite a possibilidade da morte do filho, atitude que levou a um julgamento público intenso nas redes sociais.
Perante a onda de críticas, Pedro Chagas Freitas decidiu dar a sua opinião. O escritor recorreu às palavras para apelar à empatia e travar aquilo que considera serem condenações morais injustas dirigidas a uma mãe que vive um dos maiores pesadelos possíveis. No texto partilhado, o escritor começa por fazer um pedido para que cessem os ataques: “Não julguem esta mãe, por favor. Não há como julgar o que está sentenciado antes de qualquer julgamento. Não há paz para uma mãe assim. O contrário de paz é angústia. Amigos, familiares, quem gosta dela, dele: não julguem esta mãe, por favor. Não se julga o inominável”, escreveu.
Pedro Chagas Freitas abordou ainda o comportamento que muitos têm classificado como “estranho”, defendendo que, perante uma dor desta dimensão, não existem reações corretas: “O fundo do poço é um espaço sem regras, ou com regras que são só de quem lá está. Não há maneira certa de lidar com o que nos mata. Não há como dizer o que é estranho e o que não é. Estranho, absurdo, miserável, desgraçado, é o que ela sente, o que ela tem de sentir”, afirmou.
“Não conheço sofrimento maior do que o de uma mãe que não sabe onde está o filho e que pode ficar assim para sempre. É excruciante, desumano. Não há receita para atravessar o insuportável. A angústia mata”, sublinhou Pedro Chagas Freitas.
Para terminar, o escritor fez um pedido: “O vazio ocupa muito espaço, ocupa-nos. Não julguem esta mãe, por favor”, rematou.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala