Parque Nacional de Maputo retoma serviços de safari suspensos devido às chuvas

O Parque Nacional de Maputo, no sul de Moçambique, anunciou hoje a retoma das visitas guiadas e safaris, interrompidos por 12 dias por algumas vias se encontrarem intrasitáveis devido às chuvas fortes registadas no país.

Parque Nacional de Maputo retoma serviços de safari suspensos devido às chuvas

Em comunicado, o parque anunciou a reabertura das atividades de visitas guiadas, safaris e demais serviços prestados pelo parque, temporariamente suspensos no dia 16 deste mês, devido às chuvas intensas, com impacto em algumas vias internas, a par da subida do nível da Lagoa de Xinguti, “comprometendo as condições de segurança para a realização das atividades”.

“Informamos que a nossa equipa técnica esteve no terreno a trabalhar na reabilitação das vias, criação de condições de transitabilidade e abertura de vias alternativas, permitindo assim a retoma dos safaris públicos e privados, bem como das atividades nos acampamentos e hotéis localizados no interior”, lê-se no documento.

O Parque de Maputo apela para que todos os visitantes sigam rigorosamente as recomendações nas placas de sinalização, as orientações dos funcionários e da equipa técnica no terreno, referindo que o país ainda se encontra na época chuvosa, pelo que, “os trabalhos de manutenção das vias serão realizados de forma contínua”.

Na terça-feira, Moçambique avaliou em 644 milhões de dólares (537,6 milhões de euros) as infraestruturas destruídas e afetadas pelas inundações, com o Governo a adiantar um plano de reconstrução.

O número de mortos nas cheias das últimas semanas em Moçambique subiu para 14, com quase 692 mil pessoas afetadas, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) moçambicano.

De acordo com a base de dados do INGD, com dados até às 15:30 (13:30 de Lisboa) de terça-feira, as cheias deixaram quase 155 mil casas inundadas, 3.447 parcialmente danificadas e 771 totalmente destruídas.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência das cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam ser resgatadas, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há a registar 137 mortos em Moçambique, 148 feridos e 812.335 pessoas afetadas, segundo dados do INGD.

Estão atualmente ativos 100 abrigos (11 foram entretanto encerrados), com 94.657 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 353 escolas, quatro pontes e 1.336 quilómetros de estrada.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Noruega e Japão, além de países vizinhos da África austral, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

LCE (PVJ) // JMC

By Impala News / Lusa

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