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Parlamento búlgaro confirma pró-russo e eurocético Radev como PM

O parlamento da Bulgária confirmou hoje Rumen Radev, pró-Rússia e eurocético, como primeiro-ministro, graças ao apoio de 124 dos 240 membros da câmara Parlamento, após maioria absoluta nas eleições antecipadas de 19 de maio, as oitavas em cinco anos.

Parlamento búlgaro confirma pró-russo e eurocético Radev como PM

O ex-oficial militar de 64 anos renunciara ao cargo em janeiro passado, após nove anos como chefe de estado, e fundou o partido Bulgária Progressista, que rapidamente angariou significativo apoio popular, garantindo 44,6% dos votos e 131 das 240 cadeiras no Parlamento.

O novo primeiro-ministro anunciou pouco antes da votação de hoje que o combate ao aumento do custo de vida seria sua principal prioridade.

“Estes são os problemas mais dolorosos que os búlgaros enfrentam neste momento. Na próxima segunda-feira, apresentaremos projetos de lei que facilitarão um maior controle de preços”, anunciou.

Radev admitiu que será difícil para o país evitar acumular mais dívida pública, mas prometeu que não haverá aumentos de impostos nem cortes nos benefícios sociais.

Entre outras prioridades, o novo chefe do executivo búlgaro apontou a aprovação do orçamento, a reforma do sistema judiciário e a “destruição do modelo oligárquico que sequestrou o Estado”.

Após a eleição de Radev, o parlamento búlgaro também aprovou o novo governo, o primeiro com uma maioria sólida, que deverá superar a paralisia institucional — marcada por sete primeiros-ministros diferentes — que assola o país mais pobre da União Europeia (UE) desde 2021.

Radev venceu as eleições com uma mensagem nacionalista focada na regeneração do estado, na segurança e no combate à corrupção.

Na política externa, Radev argumentou que a adesão à UE e à NATO pode ser combinada com uma postura crítica em relação às sanções contra a Rússia.

O responsável político também defende a manutenção do diálogo com Moscovo e opõe-se ao envio de ajuda militar à Ucrânia, argumentando que isso prolonga o conflito.

HPG (JH) // PSC

By Impala News / Lusa

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