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Número de mortos no acidente de comboio em Espanha sobe para 41

O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41. A vítima mais recente foi encontrada sob os destroços do comboio Iryo, cujos três últimos vagões descarrilaram.

Número de mortos no acidente de comboio em Espanha sobe para 41

Subiu para 41 o número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação. A vítima mais recente foi encontrada sob os destroços do comboio Iryo, cujos três últimos vagões descarrilaram, provocando o acidente ao colidirem com a frente do comboio Alvia, como confirmou o Governo Regional da Andaluzia.

O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, confirmou que três corpos foram localizados entre os destroços do comboio Alvia e deverão ser retirados nas próximas horas. Durante toda a noite, as equipas técnicas e de socorro mobilizadas para o acidente ferroviário continuaram os seus trabalhos, concentrando-se na instalação de uma grua de grandes dimensões para levantar os vagões destruídos do Alvia.

Trinta e nove feridos continuam hospitalizados, 13 dos quais – um deles menor de idade – estão na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Dois portugueses que estiveram envolvidos no acidente e estão bem, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros. O acidente ocorreu pelas 19:45 de domingo (18:45 em Lisboa), no município de Adamuzm, na província de Córdova, e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, de Madrid para Huelva.

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma subestação de manutenção da linha e um ponto de mudança de agulhas. Os dois primeiros vagões do comboio da Renfe foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros. O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de hoje a quinta-feira.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, prometeu tornar públicas, “com transparência e claridade”, as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como “uma tragédia” que deixa “dor em toda a Espanha”.

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