Adicione a Impala como fonte preferida google share

Moçambique pagou 1,4 ME em compensações por subida dos preços dos combustíveis em maio

As autoridades moçambicanas desembolsaram 1,4 milhões de euros em compensações destinadas aos transportadores na área metropolitana de Maputo, para mitigar a subida no preço dos combustíveis, segundo dados da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT).

Moçambique pagou 1,4 ME em compensações por subida dos preços dos combustíveis em maio

O montante de 110,2 milhões de meticais (1,4 milhões de euros) corresponde às compensações atribuídas a diferentes categorias de transporte semicoletivo de passageiros durante o mês de maio, no âmbito das medidas de apoio aos transportadores pela subida dos preços dos combustíveis associada à guerra no Médio Oriente, segundo dados da AMT a que a Lusa teve hoje acesso.

Trata-se de uma medida adotada pelo Governo após o aumento, em 07 de maio, de 45,5% no litro de gasóleo e de 12,1% na gasolina, de forma a evitar a subida no valor das tarifas cobradas aos passageiros dos transportes, nomeadamente dos ‘chapas’.

De acordo com o documento da AMT, os veículos de 15 lugares totalizaram 1.467 viaturas e receberam 52,7 milhões de meticais (711 mil euros) e os veículos com capacidade entre 26 e 35 lugares somaram 731 unidades, com pagamentos de quase 40 milhões de meticais (539,2 mil euros). Oito veículos na categoria de 31 a 60 lugares e 40 veículos na categoria de 36 a 65 lugares receberam pagamentos compensações no valor de 2,2 milhões de meticais (30,4 mil euros).

O Ministério dos Transportes anunciou em 08 de maio que vai subsidiar os transportes com até 141 mil meticais (1.874 euros) para evitar subida de tarifas e minimizar o impacto social do aumento dos combustíveis no país.

“No âmbito do esforço do Governo com vista a minimizar o impacto social resultante do agravamento do preço dos combustíveis, o executivo decidiu subsidiar o transporte de passageiros”, disse Chinguane Mabote, secretário de Estado dos Transportes e Logística, durante uma conferência de imprensa, em Maputo.

O subsídio, cerca de 35.470 meticais (471 euros) para os semicoletivos de passageiros e de 141 mil meticais (1.874 euros) para os autocarros e articulados, abrange transportadores licenciados nas capitais provinciais e na zona metropolitana de Maputo, numa primeira fase, conforme acordado pelo Ministério dos Transportes e Logística e a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro).

Em 13 de maio, o Conselho Municipal da cidade de Maputo avançou que vai financiar cartas profissionais de condução para cerca de 2.500 transportadores semicoletivos em situação irregular, vulgarmente conhecidos como ‘chapas’, para acelerar o licenciamento e reforçar o transporte público face à subida do preço dos combustíveis.

“Trata-se de uma medida que visa responder aos desafios de mobilidade urbana, melhorar a qualidade do serviço prestado aos munícipes e garantir maior segurança e comodidade para todos os utentes do transporte público”, disse na altura o presidente do município da autarquia de Maputo, Rasaque Manhique.

A iniciativa abrange operadores já inscritos no processo de regularização e prevê o pagamento, pela autarquia, dos custos associados à formação para obtenção de cartas de condução de serviços públicos, exigidas para o licenciamento da atividade.

“O Conselho Municipal de Maputo vai custear estas despesas para esses transportadores já inscritos, para que possam ter uma carta de condução, que é também condição para o licenciamento, que possam ter uma carta de condução profissional”, afirmou.

A medida integra o plano lançado pela autarquia para regularizar operadores de transporte semicoletivo de passageiros, conhecidos localmente por “chapas”, numa altura marcada pelo aumento dos custos operacionais e dificuldades de mobilidade urbana na capital moçambicana.

Moçambique enfrentou em abril e maio dificuldades no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados por todo o país e filas generalizadas, bem como limites na compra de gasóleo ou gasolina e redução na oferta de transportes, na sequência do conflito no Médio Oriente.

LCE (EYMZ) // VM

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share