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Filho de Mette-Marit condenado a quatro anos de prisão por dois crimes de violação

Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit, foi condenado esta segunda-feira pelo Tribunal Distrital de Oslo a quatro anos de prisão por dois crimes de violação, violência doméstica e outros delitos. O pedido de libertação para acompanhar a mãe, que aguarda transplante de pulmão, foi negado.

Filho de Mette-Marit condenado a quatro anos de prisão por dois crimes de violação

A família real norueguesa atravessa um momento de dupla crise. Esta segunda-feira, o Tribunal Distrital de Oslo condenou Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe Haakon, a quatro anos de prisão por dois crimes de violação, violência em contexto de relação íntima, ameaças e outras infrações. O veredicto chegou no mesmo dia em que Mette-Marit permanece em lista de espera para um transplante de pulmão, com os médicos a alertarem que, sem intervenção, lhe pode restar apenas um ano de vida.

Marius Borg acompanhou a leitura da sentença por videochamada, da prisão de segurança máxima de Ila, para onde tinha sido transferido. O juiz Jon Sverdrup Efjestad leu trechos de uma sentença de 128 páginas. Além da pena de prisão, o filho de Mette-Marit foi condenado a pagar cerca de 59 mil euros em indemnizações a quatro das vítimas.

O que o tribunal considerou provado

Marius Borg era acusado de 38 crimes, incluindo quatro violações. O tribunal considerou-o culpado de 34 desses crimes, absolvendo-o de duas das quatro acusações de violação. Uma das violações deu-se em 2018, numa propriedade da família real em Skaugum. Outra ocorreu em Oslo, em 2024. O tribunal considerou provado que as vítimas se encontravam incapacitadas ou a dormir, sem possibilidade de resistir. Num dos casos, a condenação baseou-se também em registos de vídeo.

O Ministério Público tinha pedido uma pena de sete anos e sete meses de prisão. A defesa de Marius Borg tem duas semanas para apresentar recurso.

O pedido de libertação negado

No final da audiência, a defesa voltou a pedir a libertação imediata de Marius Borg para que pudesse acompanhar a mãe. O Tribunal da Relação negou o pedido, alegando o elevado risco de novas infrações. Já na semana passada, um juiz de primeira instância tinha ordenado a libertação provisória por razões humanitárias, mas o Ministério Público recorreu e o Tribunal de Recurso anulou a decisão, mantendo Marius Borg em prisão preventiva até ao veredicto.

Mette-Marit: doença grave e espera pelo transplante

A princesa herdeira Mette-Marit, de 52 anos, foi colocada em lista de espera para um transplante de pulmão após um agravamento severo da fibrose pulmonar crónica que lhe foi diagnosticada em 2018. O professor Are Holm, do Hospital Universitário de Oslo, foi claro: a intervenção deverá acontecer o mais rapidamente possível e os médicos têm motivos para acreditar que lhe resta apenas um ano de vida sem transplante.

O príncipe Haakon interrompeu uma visita oficial ao Japão para regressar a Oslo, e a filha do casal, a princesa Ingrid Alexandra, que estudava na Austrália, viajou de urgência para a capital norueguesa. Os eventos na agenda da família foram cancelados ou adiados, incluindo as bodas de prata do casal, previstas para agosto.

Um caso que abalou a monarquia norueguesa

O julgamento de Marius Borg decorreu durante sete semanas e mobilizou enorme atenção mediática na Noruega. Marius Borg nasceu de uma relação anterior ao casamento de Mette-Marit com o príncipe Haakon, em 2001. Cresceu no seio da família real desde os quatro anos de idade, mas nunca integrou oficialmente a Casa Real nem desempenhou funções institucionais.

O caso surge numa altura em que a monarquia norueguesa já estava fragilizada pelas ligações de Mette-Marit a Jeffrey Epstein e pela investigação às relações do ex-primeiro-ministro Jagland com Epstein. A condenação do filho e a doença grave da princesa herdeira representam o capítulo mais doloroso da monarquia norueguesa em décadas.

Uma das vítimas estava presente em tribunal quando o veredicto foi lido. Chorou ao ouvir a condenação.

Luís Martins; WiN
Imagem Instagram

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