Filho de Mariana Patrocínio afetado por doença autoimune que afeta “órgãos importantes”

Filho de Mariana Patrocínio – Mateus, de 13 anos – diagnosticado com doença autoimune que afeta “órgãos importantes”.

Filho de Mariana Patrocínio afetado por doença autoimune que afeta

Mariana Patrocínio revela que o filho Mateus, de 13 anos, sofre de uma doença autoimune e crónica desde a infância. “O Mateus vive com artrite juvenil desde os 6 anos. Tem altos e baixos, mas com o biológico e as injeções de metotrexato, sempre fez uma vida normal”, começou por escrever a irmã de Carolina Patrocínio na publicação.

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Filho de Mariana Patrocínio submetido a medicação que pode “afetar órgãos importantes”

Nada preparou Mariana para o resultado das análises. “Em dezembro, percebemos que estava mais amarelado, sempre enjoado, e foi então que veio o diagnóstico de hepatite tóxica. É um pau de dois bicos: a medicação controla a doença, mas pode afetar órgãos importantes. Esteve um mês sem medicação e agora vai recomeçar”, explicou ainda.

O que é a hepatite Tóxica?

A hepatite tóxica é uma inflamação do fígado que ocorre não por um vírus (como a Hepatite A, B ou C), mas antes devido à exposição a substâncias químicas, drogas ou toxinas. O fígado é o ‘filtro’ do nosso corpo e, por vezes, ao processar certas substâncias, os subprodutos gerados são tão agressivos que destroem as células hepáticas (hepatócitos).

1. O que é e como se adquire?

A hepatite tóxica ocorre quando o fígado é sobrecarregado ou danificado por substâncias exógenas. Adquire-se através de

Medicamentos: O uso excessivo de paracetamol (acetaminofeno) é a causa mais comum. Outros incluem anti-inflamatórios, antibióticos e anticonvulsivantes.

Álcool: O consumo excessivo e prolongado provoca danos diretos.

Suplementos e Ervas: Muitos produtos “naturais” para emagrecer ou ganhar massa muscular podem ser altamente hepatotóxicos.

Produtos Químicos Industriais: Exposição a solventes (como o tetracloreto de carbono), herbicidas e pesticidas.

2. O que afeta?

O principal alvo é o fígado, comprometendo as suas funções vitais

Metabolismo: Dificuldade em processar nutrientes e medicamentos.

Desintoxicação: Acumulação de toxinas no sangue (que podem afetar o cérebro, causando confusão mental).

Coagulação: O fígado produz proteínas que ajudam o sangue a estancar; na hepatite tóxica, o risco de hemorragias aumenta.

3. Qual o tratamento?

O tratamento baseia-se em três pilares

Interrupção Imediata: Identificar e remover a substância causadora (parar o medicamento, o álcool ou a exposição química).

Suporte Hospitalar: Hidratação intravenosa, monitorização das funções vitais e, em alguns casos (como sobredose de paracetamol), o uso de antídotos específicos como a N-acetilcisteína.

Transplante de Fígado: Reservado para casos de falência hepática fulminante onde o órgão não consegue recuperar sozinho.

4. Quais os riscos para o paciente?

Os riscos variam de moderados a fatais

Insuficiência Hepática Aguda: O fígado para de funcionar subitamente, podendo levar à morte em poucos dias se não houver intervenção.

Cirrose: Se a exposição tóxica for crónica (como no álcool), o fígado desenvolve cicatrizes permanentes.

Hepatite Crónica: Inflamação persistente que aumenta o risco de cancro do fígado.

Encefalopatia Hepática: Danos cerebrais devido à cumulação de amoníaco no sangue.

Texto: Luís Martins com Luís Sigorro;
Imagens: Impala, Nano Banana e redes sociais

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