Maria Botelho Moniz Mais ansiosa do que o habitual, saiba o pedido que fez à produção da 1ª Companhia

A apresentadora do novo reality show da TVI fala de nervosismo, do pedido especial que fez à produção do formato e da rotina intensa que a espera nas próximas semanas.

Maria Botelho Moniz Mais ansiosa do que o habitual, saiba o pedido que fez à produção da 1ª Companhia

Minutos antes de entrar em direto para apresentar a gala de estreia de 1.ª Companhia, no passado dia 1 de janeiro de 2026, Maria Botelho Moniz não conseguiu esconder a ansiedade. Nos bastidores do novo reality show da TVI, ela saltou, sacudiu as mãos vezes sem fim – numa tentativa de libertar o nervosismo antes de entrar em cena –, leu e releu os seus apontamentos e respirou fundo. O ritual, que para o observador comum poderia parecer apenas uma preparação de rotina, escondia uma batalha pessoal. No silêncio do seu camarim, a apresentadora enfrentava mais um dos grandes desafios da sua carreira: garantir que a sua voz, debilitada por uma infeção nas vias respiratórias, não a atraiçoasse perante milhões de portugueses. Além disso, depois do seu sucesso ao comando do Big Brother Verão, não quis desiludir-se a si mesma nem quem nela apostou para esta reedição de  formato, que não ia para o ar há duas décadas.

A imagem de segurança e elegância que projetou no ecrã foi o resultado de uma luta travada nos instantes que antecederam o “estamos no ar”. A voz, o instrumento de trabalho mais precioso de qualquer comunicador, estava por um fio. “Foi apenas difícil por causa da minha garganta. Estou aqui com uma infeçãozinha chata”, revelou a apresentadora no final da gala, visivelmente exausta, mas satisfeita com o dever cumprido. A situação tinha chegado a atingir um ponto crítico em que a Medicina teve de intervir para que o espetáculo pudesse continuar: “Levei uma injeção no camarim para me dar força para a estreia. Ontem não tinha voz nenhuma, portanto hoje eu estou bastante melhor”, contou. Foi essa intervenção clínica que permitiu que a inflamação das cordas vocais regredisse o suficiente para aguentar as mais de três horas de emissão em direto.

A sua condição física não foi, contudo, o principal catalisador do nervosismo que se viveu atrás das cortinas. Maria Botelho Moniz admitiu que esta estreia foi substancialmente mais stressante do que a daquele outro formato, o seu primeiro enquanto anfitriã principal de um reality show, já que a familiaridade com o mesmo lhe serviu, na altura, de escudo protetor. “Na estreia do Big Brother Verão eu estava estranhamente calma porque a mecânica do BB é uma mecânica que eu conheço muito bem. Estava obviamente ansiosa, porque era a minha estreia também nos realities a comandar, mas estava muito calma e muito segura do que ia fazer”, comparou, quando questionada pela NOVA GENTE. Em contraste, esta 1.ª Companhia trouxe-lhe novos fantasmas: “Aqui, estava mais ansiosa. Primeiro, por causa da minha voz. Estava com muito medo que a voz me falhasse a meio do programa e isso estava a deixar-me bastante ansiosa. E também porque eu gosto de ter o domínio total da mecânica das coisas e tinha medo de me esquecer de algo. Mas acho que disse tudo certinho”, continuou.

É importante recordar que o formato original, que estreou em Portugal em setembro de 2005, foi um marco na televisão nacional, atingindo audiências históricas sob o comando de Júlia Pinheiro. O programa, gravado numa infraestrutura montada na Quinta dos Melos, em Bucelas, e que simula um quartel militar real, exige uma agilidade mental diferente dos formatos de confinamento puro, uma vez que as provas físicas e a hierarquia militar impõem uma narrativa mais rígida e disciplinada.

A resiliência é, de resto, o que define Maria Botelho Moniz como uma “recruta” de pleno direito neste processo. A apresentadora da TVI encara o programa não apenas como um formato que conduz, mas também como uma oportunidade de imersão total numa realidade que desconhece: “A mecânica é um bocadinho diferente [dos Big Brother]. Estou a aprender ao mesmo tempo que os concorrentes. Acho que vou aprender muito sobre esta vida militar. Há aqui muitos detalhes que eu não sei, tal como os nossos recrutas. Estou entusiasmada com esta aventura e acho que o público vai gostar. Isto tem um tom diferente”, refere. Este “tom diferente” prende-se com a estética do programa, que abandona o ambiente colorido e doméstico das casas mais vigiadas do País para adotar o cinzento das casernas, a lama dos campos de treino e o som seco das ordens de comando.

Embora o entretenimento seja o objetivo final, a verdade é que o rigor do exército é o fio condutor que dita as regras do jogo e a simplicidade é a chave da eficácia deste formato de sobrevivência e disciplina: “Há a dinâmica das nomeações, mas a base é a mesma das edições que foram emitidas há vinte anos. Não há muito o que complicar. É um grupo de famosos a fazer a recruta. O exército pauta-se por esse rigor. E esse rigor será igual. O que é exigido a um, é exigido a todos. E depois logo se vê quem consegue cumprir”, atira. Nesta edição de 2026, a produção manteve elementos como o toque de alvorada às 08h00 da manhã e as inspeções rigorosas às camas e fardamentos, garantindo que o público mais antigo reconheça a matriz do programa.

Leia esta matéria na íntegra na sua NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Zito Colaço e TVI

Adicione a Impala como fonte preferida google share