Marco Silva e Benfica: negociações retomadas com novo esforço financeiro das águias
Marco Silva e o Benfica retomaram as negociações para a sucessão de José Mourinho. As águias estão dispostas a um esforço financeiro maior e o otimismo regressou à Luz.
O processo para contratar Marco Silva como substituto de José Mourinho no Benfica viveu ontem um volte-face significativo. Depois de dias de impasse e de o Record ter noticiado que “a corda partiu de vez”, Rui Costa e Marco Silva retomaram as conversações e aproximaram-se.
O que mudou
O Benfica admite agora fazer cedências para contratar o treinador escolhido para substituir José Mourinho e quer apresentá-lo na próxima semana. O principal ponto de discórdia continua a ser financeiro: o Fulham oferece a Marco Silva renovação de contrato até 2030 com salário de 7,5 milhões de euros líquidos por época, valor que o Benfica ainda não tinha conseguido igualar, mas que agora está disposto a aproximar.
A diferença financeira já não será tão significativa, com as águias a encurtarem o intervalo para os cerca de 7,5 milhões líquidos por época que o Fulham colocou na sua proposta de renovação.
O que Marco Silva exige
As exigências do treinador não se ficam pelo salário. Marco Silva quer autonomia total na construção do plantel e garantias de investimento, condições que o Benfica começou por rejeitar, mas que agora vê com outros olhos para que o processo avance.
O treinador está sobretudo descontente com a indefinição do Benfica e a demora de todo o processo. Mais do que o aspeto financeiro, preocupa-o reunir as condições para ter sucesso desportivo. Marco Silva regressou a Lisboa a 23 de maio e desde então mantém o silêncio público sobre o seu futuro.
A pressão do calendário
O tempo joga contra o Benfica. O início dos trabalhos de pré-temporada está agendado para 25 de junho e a intenção é que Marco Silva esteja pronto para trabalhar nessa data. Além disso, o clube terá de disputar a segunda pré-eliminatória da Liga Europa a partir de 23 de julho, o que torna urgente a definição do comando técnico.
A contratação nunca será fechada antes das eleições do Real Madrid, marcadas para 7 de junho, momento que confirmará oficialmente a saída de José Mourinho para o Real Madrid. Só depois desse anúncio ficará completo o cenário que obriga o Benfica a apresentar um novo treinador.
E se Marco Silva não assinar?
Os encarnados já contactaram alternativas, precavendo-se para a possibilidade de não haver acordo. O primeiro nome da lista de Rui Costa era Ruben Amorim, mas a agência AS1 Sports afastou definitivamente essa hipótese. Com Amorim fora da equação, as negociações com Marco Silva continuam a ser a prioridade, mas o Benfica sabe que não pode depender apenas de uma opção.