Líbano queixa-se de ataques de Israel com mais de 350 mortos
O Líbano apresentou uma queixa na ONU contra Israel devido aos ataques que causaram há uma semana mais de 350 mortos e 1.200 feridos no país, incluindo em Beirute, anunciou hoje o Governo libanês.
“A mensagem destacou que esta é a escalada mais violenta desde 02 de março e que o número de bombardeamentos atingiu aproximadamente uma centena em menos de dez minutos”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado.
O ministério acusou as forças israelitas de terem atacado “bairros residenciais densamente povoados (…) durante as horas de ponta e sem aviso prévio, levando a uma destruição generalizada e à queda de centenas de vítimas”.
As ações provocaram o desabamento de edifícios inteiros em plena capital e foram as mais fortes desde o início da guerra, há seis semanas.
Os ataques de 08 de abril causaram pelo menos 357 mortos e 1.223 feridos, de acordo com o mais recente balanço oficial provisório citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Ministério da Saúde libanês alertou que a publicação de um balanço definitivo levará tempo, dada a necessidade de identificar muitos restos mortais através de testes de ADN, ou ácido desoxirribonucleico, a molécula que armazena informação genética.
O texto da queixa foi enviado ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres.
Também foi entregue à Assembleia Geral como documento oficial, referiu o ministério, quando se assinala uma semana da tragédia.
No documento entregue à ONU, o Líbano denunciou também os ataques israelitas contra alvos sanitários desde 02 de março, entre os quais 17 que atingiram centros hospitalares e 101 dirigidos a unidades de emergência, como ambulâncias.
O Líbano foi arrastado para a guerra atual no Médio Oriente pelo Hezbollah, que atacou Israel em solidariedade com o Irão, após a ofensiva israelo-americana lançada contra Teerão em 28 de fevereiro.
Israel considerou os ataques do grupo libanês xiita apoiado pelo Irão como uma violação do cessar-fogo de novembro de 2024, que tinha interrompido a guerra em curso no sul do Líbano desde outubro de 2023.
Enquanto Washington está em conversações com Teerão sob mediação paquistanesa, Israel separou o conflito no Líbano, com cujas autoridades está a negociar o fim das hostilidades com patrocínio norte-americano.
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By Impala News / Lusa