José Alberto Carvalho O homem por detrás do ecrã! Os vícios e as polémicas que marcaram a sua carreira
É um romântico incurável, lida mal com o fim das relações, procura sempre uma explicação poética para tudo, defende os quatro filhos com unhas e dentes, gosta de observar o céu e perde-se na cidade de Lego que montou na cave. O homem, aparentemente “sério e austero” que aparece todos os dias no Jornal Nacional, é precisamente o oposto quando as câmaras se desligam e tira o fato.
Entra todas as noites, durante a semana, pela casa dos portugueses com o Jornal Nacional, da TVI, o canal onde chegou há precisamente 15 anos. José Alberto Carvalho, de 58, é um dos principais rostos da informação do País e mantém, desde o primeiro dia, a postura firme, isenta e profissional que sempre o caracterizou, tal como se viu recentemente durante a mediática entrevista que fez a Cristina Ferreira, uma das diretoras da estação. Mas quando o direto acaba e despe o papel de pivot, quem é José Alberto Carvalho?
Antes de mais, é um homem descontraído, que gosta de apreciar as coisas simples da vida. “A primeira perceção que as pessoas têm de mim é de uma pessoa muito séria. Austera, talvez. Mas não sou nada disso, sou exatamente o contrário”, fez questão de garantir, numa conversa que teve com Manuel Luís Goucha.
“Adoro andar de t-shirt, branca, preta ou azul. Alguns amigos dos meus filhos, quando me conhecem a primeira vez, ficam assim um bocadinho estupefactos: ‘Mas o teu pai é mesmo assim?’. Vêem-me de ténis, sem meias, lá por casa, a fazer parvoíces com o cão… é o meu mundo”, admitiu, sorridente. E o seu mundo é também perder-se nas horas a montar Lego e a reorganizar a cidade de “36 metros quadrados” que montou na cave da sua casa. Conta que está constantemente a “gerir a mudança” e que cada estrutura nova o leva a tomar decisões. “De repente há um edifício novo que obriga a repensar um bairro inteiro da cidade. Na minha cidade, as figuras contam histórias, os edifícios contam histórias”, partilha, entusiasmado, acrescentando que tem uma “oficina” com peças estrategicamente organizadas por cores e feitios. E além desta parte de construção e gestão do território, há outra igualmente importante: “Eu dou vida à cidade com iluminação”.
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Mais recentemente, divide este hobby com outro igualmente “fascinante”, a astrofotografia, que o leva a passar horas a olhar para o céu e a captar as melhores imagens – algumas delas partilha com os seguidores das redes sociais. “O que me fascina é a escala – qual é a minha escala no universo, e também a noção de tempo. Obriga-me a ser relativo e isso, para mim, é ótimo”. José Alberto Carvalho passa muito tempo a estudar sobre o tema e, durante uma ida ao programa Dois às 10, explicou que este é “um hobby intenso e exigente do ponto de vista técnico e científico”.
Já sobre a sua vida mais privada, tenta gerir muito bem aquilo que quer que se saiba publicamente. Mas há algo que não se importa de assumir aos quatro ventos: que é um homem romântico, que gosta de “encontrar uma explicação poética” para aquilo que acontece à sua volta e que lida “muito mal” com o fim das relações. “Abala-me. Eu acredito no amor. Amor mesmo é uma palavra pouco usada”, disse. “Eu, quando uso a palavra amor em conversas com os meus filhos, eles ficam incomodados! Digo-lhes ‘amo-te’ todos os dias. Mas não é só o ‘amo-te’. É falar sobre o amor, o que é o amor. Falar sobre o amor entre pais e filhos é fundamental. Nas redes sociais, no espaço público, nas conversas entre amigos, não se fala sobre o amor. Fala-se sobre outro tipo de relações, outro tipo de sentimentos, outro tipo de definição das coisas… amor é diferente”.
Leia esta matéria na íntegra na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

Texto: Vânia Nunes; Fotos: Arquivo Impala.