IL e CDS-PP acusam Chega de “imobilismo” e de ser “força de bloqueio” na lei laboral
A IL acusou hoje o Chega de ser “uma força de bloqueio”, enquanto o CDS-PP apontou o “imobilismo” do partido de André Ventura por se ter juntado à esquerda parlamentar na rejeição da revisão da lei laboral.
“Aquilo que assistimos aqui hoje é que, de facto, o Chega não é nada mais do que uma força de bloqueio no país, que não permite que nada mude, que as coisas se discutam e que se possa avançar”, afirmou a presidente da IL, numa declaração no parlamento, em reação ao chumbo da proposta do Governo de revisão da legislação laboral.
Mariana Leitão criticou os partidos que votaram contra e os seus dirigentes, apontando que “desistiram do país” e que “querem garantir que nada muda por taticismo eleitoral”.
“Eu não vou desistir de lutar pelo país e de garantir que as reformas aconteçam”, assinalou a liberal, prometendo continuar a apresentar propostas e defendendo que as propostas em cima da mesa permitiriam “garantir a flexibilidade do mercado de trabalho”, bem como a “segurança dos trabalhadores”.
Segundo a presidente da IL, sem uma reforma laboral, o país vai “continuar a ter jovens a imigrar, salários baixos e um país que cresce pouco e que produz pouco”.
Também o líder parlamentar do CDS-PP, criticou o Chega que, disse, “escolheu ficar ao lado do PCP, da CGTP e do imobilismo”.
“Hoje perdeu o reformismo e ganhou o imobilismo”, referiu Paulo Núncio, lamentando que o partido de André Ventura “em alturas definidoras” opte por se juntar aos partidos de esquerda.
Para o líder parlamentar do CDS-PP a decisão do Chega revela ainda “o pior dos vícios de um partido político: ter medo da opinião pública, ter medo das redes sociais e a falta de coragem para fazer as reformas estruturais necessárias para que o país avance”.
“Nos momentos de definição, nos momentos relevantes para o país, o Chega opta sempre por estar do lado da esquerda. Só com a AD, só com a visão reformista da AD é que o país pode avançar”, rematou.
A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi hoje chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.
PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP juntaram-se nos votos contra da bancada do Chega
O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.
Após o chumbo, seguiu-se um longo aplauso de todas as bancadas à esquerda, bem como dos presentes nas galerias do hemiciclo, entre eles o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que se mostrou visivelmente emocionado.
Findo o aplauso, o presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, alertou os deputados de que este tipo de situações “não é regimentalmente aceitável” e lamentou o sucedido, uma vez que as galerias não se podem manifestar.
By Impala News / Lusa