Horror em Cambridge: Vala comum com gigante revela massacre viking
Arqueólogos de Cambridge desenterram cenário digno de um filme de terror. Entre corpos amarrados e membros decepados, destaca-se o esqueleto de um gigante de dois metros.
Uma equipa de arqueólogos e estudantes da Universidade de Cambridge desenterrou um cenário digno de um filme de terror no Parque Wandlebury. Entre corpos amarrados e membros decepados, destaca-se o esqueleto de um homem com quase dois metros de altura e sinais de uma cirurgia craniana rara.
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A descoberta ocorreu durante uma escavação de rotina no Parque Wandlebury, a poucos quilómetros de Cambridge, Inglaterra. O que deveria ser um treino para estudantes de arqueologia transformou-se na análise de uma “vala de execução”. Os restos mortais, datados entre o final do século VIII e o século IX, pertencem a uma era de violência extrema: o período de conflitos incessantes entre os reinos saxões (Mércia) e os invasores vikings (East Anglia).
A localização não é coincidência. Wandlebury funcionava como uma zona de fronteira estratégica. Segundo os especialistas, a disposição dos corpos sugere um evento traumático – possivelmente uma execução em massa ou o rescaldo de uma batalha brutal onde os prisioneiros foram humilhados e descartados.
O gigante de 1,95m e a cirurgia de sobrevivência
O achado mais impressionante é o de um jovem (entre 17 e 24 anos) com cerca de 1,95 metro de altura. Numa época em que a média masculina rondava os 1,65m, este indivíduo seria visto como um verdadeiro gigante.

Contudo, a sua altura não é o único detalhe que intriga a ciência. O seu crânio apresenta um furo perfeito de 3 centímetros, resultado de uma trepanação – uma forma primitiva de cirurgia cerebral. Os médicos e arqueólogos acreditam que o homem sofria de um tumor na glândula pituitária, o que explicaria tanto o crescimento excessivo quanto as dores de cabeça terríveis que a cirurgia tentou aliviar. Incrivelmente, as marcas no osso mostram que ele sobreviveu ao procedimento por algum tempo antes de encontrar o seu fim violento na vala comum.
Membros empilhados e corpos amarrados
A vala continha os restos de pelo menos dez indivíduos, todos homens jovens. A cena descrita pelos investigadores é dantesca:
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Quatro esqueletos completos, alguns em posições que indicam que tinham as mãos atadas.
Uma pilha de pernas separadas dos troncos.
Vários crânios sem mandíbula, sugerindo que as cabeças podem ter sido exibidas em estacas antes de serem enterradas.
“Não foi um enterro cuidadoso. Foi um descarte de corpos,” afirmam os responsáveis pela Unidade Arqueológica de Cambridge.
O que diz o DNA?
Atualmente, os cientistas realizam testes de DNA e análises químicas (isótopos) para determinar a origem destas vítimas. Seriam guerreiros vikings capturados? Ou defensores saxões punidos pelos invasores? A resposta poderá reescrever parte da história da formação da Inglaterra.