Fundo de Macau apoia distribuição de filmes chineses nos países lusófonos

O Fundo de Desenvolvimento da Cultura de Macau anunciou hoje que vai passar a apoiar financeiramente a distribuição de filmes chineses nos mercados lusófonos.

Fundo de Macau apoia distribuição de filmes chineses nos países lusófonos

O FDC disse que irá alargar o âmbito do apoio financeiro à divulgação e distribuição de filmes do interior da China e de filmes e programas televisivos “com elementos de Macau”.

De acordo com um comunicado, o plano de subsídio passa este ano a abranger também a divulgação “nos países e regiões de língua portuguesa” dos filmes produzidos na China continental.

O orçamento total do plano é de cinco milhões de patacas (520,8 milhões de euros), sendo que o limite máximo de apoio financeiro varia entre 60% e 80% das despesas orçamentais para a divulgação e distribuição.

O subsídio cobre a participação ou exibição em festivais de cinema lusófonos, a distribuição ou exibição em salas de cinemas ou teatros, a transmissão em televisões e a distribuição ou exibição em plataformas integradas de media.

Além disso, os candidatos devem ser empresários comerciais, constituídos legalmente e em funcionamento em Macau, detentores dos direitos de autor ou agente autorizado para divulgação e distribuição dos filmes chineses.

A primeira ronda de candidatura para o plano irá arrancar em 02 de fevereiro e decorrer até ao fim de março, com mais três rondas previstas entre 01 de abril e 30 de junho, 01 de julho e 31 de agosto, e 01 de setembro e 27 de novembro.

O FDC sublinha, no entanto, que o apoio só abrange filmes “que tenham obtido a Permissão para Exibição Cinematográfica Pública emitida pela Administração Estatal de Cinema da China”.

Em julho de 2024, a administração anunciou um novo conjunto de regulamentos para a participação de filmes chineses em festivais de cinema no estrangeiro, incluindo a exigência de registo e de autorização das autoridades.

As novas diretrizes definem que só podem ser considerados para participar em festivais internacionais os filmes cuja produção já tenha terminado e obtido uma licença de exibição pública.

Na altura, alguns utilizadores da rede social Weibo – semelhante à X, que está bloqueada no país asiático, lamentaram a decisão.

“Isto estrangula praticamente todas as possibilidades de um filme de baixo orçamento ser exibido em festivais internacionais”, disse um comentador.

A China vê o cinema como uma grande montra de influência, mas a censura dos conteúdos e as peculiaridades do mercado chinês impedem por vezes uma maior aceitação internacional, apesar de alguns êxitos em festivais estrangeiros nas últimas décadas.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O organismo integra, além da China, os países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.

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By Impala News / Lusa

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