Exposição “A Cidade Global” tem obras “excecionais e credíveis” – diretor

A exposição “A Cidade Global”, que reconstitui o centro de Lisboa no período do Renascimento, reúne 250 peças “excecionais e credíveis”, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sublinhou o diretor da instituição, António Filipe Pimentel.

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Lisboa, 22 fev (Lusa) – A exposição “A Cidade Global”, que reconstitui o centro de Lisboa no período do Renascimento, reúne 250 peças “excecionais e credíveis”, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sublinhou hoje o diretor da instituição, António Filipe Pimentel.


Em declarações à agência Lusa, no final de uma conferência de imprensa sobre a exposição, que é inaugurada na quinta-feira, o diretor do museu disse estar “tranquilo quanto à credibilidade das peças”, porque o MNAA “é uma casa de ciência e de investigação”.


No fim de semana, o semanário Expresso publicou dois artigos nos quais os historiadores Diogo Ramada Curto e João Alves Dias levantavam dúvidas sobre a autenticidade dos quadros “A Rua Nova dos Mercadores”, ponto de partida da exposição, e de “O Chafariz d´El Rei”, que apresentam cenários da Lisboa do século XVI.


“A Rua Nova dos Mercadores”, que os investigadores têm situado entre 1590 e 1610, está dividida em dois painéis, e é propriedade da Society of Antiquaries of London, enquanto “O Chafariz d´El Rei” terá sido pintado entre 1570 e 1580, e pertence à coleção de José Berardo.


Para António Filipe Pimental, “as pinturas são inquestionavelmente antigas, exatamente da data em que foram feitas. Se foi em 1590 ou 1610 não sabemos, nem era essa a nossa preocupação, mas são testemunhos coevos da Lisboa de então”.


“Foi o que nos importou para a exposição. O resto é interessante para outra esfera de debate, conseguir perceber quem as pintou, onde, e a data exata, mas não estamos garantidamente a falar de obras do século XX, mas feitas no século XVII, o mais tardar”, sustentou.



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By Impala News / Lusa

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