Estabilizar morro nos arredores de Cabinda custa 270 MEuro e retira 12.000 famílias
O Governo angolano vai gastar mais de 270 milhões de euros na estabilização do Morro do Tchizo, arredores da cidade de Cabinda, prevendo recolocar 12.000 famílias que vivem naquela área, ameaçada por deslizamento de terras.
Luanda, 08 mar (Lusa) – O Governo angolano vai gastar mais de 270 milhões de euros na estabilização do Morro do Tchizo, arredores da cidade de Cabinda, prevendo recolocar 12.000 famílias que vivem naquela área, ameaçada por deslizamento de terras.
Para o efeito, segundo despacho de 01 de março assinado pelo Presidente angolano, ao qual a Lusa teve hoje acesso, foi autorizada a primeira fase da empreitada de construção das valas de macro drenagem e estabilização das encostas daquele morro, na província de Cabinda.
A obra será realizada pela empresa China Energy Engineering Group Guangxi Hydroelectric Construction Bureau, por 139,7 milhões de dólares (132,1 milhões de euros), acrescida de 5,2 milhões de euros para coordenação dos trabalhos e fiscalização da empreitada.
O documento destaca a “necessidade urgente de se intervir em áreas de risco”, garantindo que as obras visam “proteger a população e áreas intervencionadas de possíveis acidentes provocados principalmente por deslizamento de solos nas encostas e inundações”.
Uma outra empresa do mesmo país, a China Jiangsu International Economic and Technical Cooperation Group, é contratada, através do mesmo despacho, para a empreitada de construção de 12.000 fogos habitacionais e respetivas infraestruturas, destinadas ao “realojamento das populações afetadas pelas obras de construção das valas”.
Esta empreitada está avaliada em 137,1 milhões de dólares (129,6 milhões de euros), e acresce ainda quase cinco milhões de euros para a coordenação dos trabalhos e fiscalização da obra.
O Governo Provincial de Cabinda tinha já anunciado em julho de 2014 a intenção de requalificar aquele morro, com vista a diminuir os efeitos erosivos resultantes das construções anárquicas na área, operação que não avançou na altura devido à crise financeira que entretanto afetou Angola.
“O Morro do Tchizo está a desabar e é preciso a retirada de algumas pessoas para se repor a vegetação. Não é consistente e, com as construções anárquicas a sua volta, está desabando. Por isso, vimos que quando chove a cidade é invadida de lama e lodo”, admitiu na ocasião a governadora da província, Aldina da Lomba Catembo.
PVJ // EL
By Impala News / Lusa