Autarca do Porto diz que todos os cidadãos devem muito à Agência Lusa

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, realçou hoje o papel da Lusa na descentralização da cobertura noticiosa do país, sugerindo que todos os cidadãos lhe “devem muito” pelo “nível absolutamente notável de rigor, exigência e profissionalismo”.

Autarca do Porto diz que todos os cidadãos devem muito à Agência Lusa

“Eu tentei dizê-lo no passado — em que tinha outras responsabilidades -, mas as minhas convicções não mudaram nem um milímetro a este respeito: nós devemos muito à Lusa, todos nós enquanto cidadãos”, afirmou hoje o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares, que no anterior governo tutelava a pasta da Comunicação Social.

O atual presidente da Câmara do Porto discursava durante a apresentação do Anuário 2025 da Lusa, nos Paços do Concelho, e elogiou o “nível absolutamente notável de rigor, de exigência e profissionalismo” das centenas de trabalhos publicados diariamente pela agência noticiosa, mesmo em tempos em que “não é fácil”.

“Em tempos em que todos nós somos motivados pelo instantâneo, pela corrida, pela primeira notícia que sai, em que somos influenciados por forças que não preservam a verdade (…) a verdade é que Lusa mantém-se aquilo que eu um dia chamei de um ‘último recurso’ que todos nós temos em que podemos confiar. Isso tem sido imprescindível, porque uma democracia não sobrevive se não tiver uma comunicação social livre”, considerou o autarca.

Lamentando que no território fora da “capital” haja cada vez menos cobertura noticiosa e menos órgãos de comunicação social, Pedro Duarte saudou a Lusa a manter “a sua presença em todo o território, apostando na descentralização”.

“Valorizar aquilo que acontece além do que se passa na capital é, nesta fase coletiva que estamos a viver, redobradamente importante. Porque, infelizmente, faltam-nos cada vez mais meios de comunicação (…) e a Lusa, felizmente, mantém-se com esta característica de querer estar no território”, declarou.

Pedro Duarte considerou que o “mercado só por si” não garante “pluralismo em termos de informação e de comunicação social” e que, por isso, “o serviço público também nesta área é absolutamente imprescindível”.

O autarca elogiou o trabalho dos fotojornalistas da agência e a “boa prática” da criação de um anuário com fotos impressas que permite ter “um retrato excecional de um ano”.

O Anuário 2025 conta a história de 2025 em 167 páginas, 239 fotografias e uma dúzia de textos, um por cada mês: dos grandes incêndios do Verão em Coimbra, Guarda e Castelo Branco, ao apagão que deixou a Península Ibérica sem luz durante 12 horas, do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, às demolições de casas no Bairro de Talude às legislativas que deram de novo a vitória à direita ou ainda as eleições presidenciais e a crise com a imigração.

No resto do mundo, o destaque para a guerra na Faixa de Gaza, em Israel, os tumultos em Moçambique, as manifestações em Angola, vistos pelos repórteres fotográficos da Lusa.

No plano desportivo, é a vitória de Portugal na Liga das Nações que merece realce, a que se juntam fotos que marcaram o ano artístico e uma cronologia, bilingue, dos principais acontecimentos do ano.

O Anuário tem ligações a conteúdos digitais, como a cronologia e o vídeo do ano de 2025, que podem ser lidos e vistos através de QR Codes.

Esta é a 13.ª edição do Anuário Lusa e foi feita em colaboração com a editora Zigurate e é uma das primeiras iniciativas para assinalar os 40 anos da agência Lusa, que se cumprem em dezembro de 2026.

AFG (NS) // CC

By Impala News / Lusa

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