Cristina Ferreira e José Eduardo Moniz Mudanças para reduzir o desemprego
O diretor-geral da TVI acredita que a ficção tem de mudar. As histórias têm que ser curtas e intensas, o que permitirá mais e melhor oferta para o público e garantirá maior rotatividade de atores, numa altura em que muitos, principalmente os mais velhos, sofrem com a falta de trabalho.
Consciente de que a ficção nacional precisa de uma reformulação, José Eduardo Moniz, diretor-geral da TVI, juntamente com Cristina Ferreira, diretora de Ficção e Entretenimento do mesmo canal, começou a preparar terreno em 2025 para poder investir tudo neste novo ano e começar a colher frutos. Os dois querem oferecer produtos mais apetecíveis para o público, mas também querem garantir menos atores desempregados, numa altura em que essa é uma realidade que afeta a indústria e se torna especialmente preocupante numa faixa etária mais velha. E deram o pontapé de saída logo a 5 de janeiro, com a estreia do projeto que pretende que seja o início da revolução: a novela Amor à Prova.
Ao contrário do que tem vindo a acontecer no canal, com histórias longas, que permanecem meses e meses no ar, esta tem apenas 100 episódios e foi gravada em pouco mais de três meses. Depois, querem repetir a fórmula, criar mais projetos e oportunidades de trabalho constantes. “Como eu tenho repetidamente dito, é este o caminho que eu gostaria que a TVI passasse a percorrer. Vamos insistir nisto. É evidente que é um caminho muito difícil porque implica escolhas muito criteriosas e implica, sobretudo, muito cuidado com os investimentos que fazemos, porque qualquer atraso, qualquer baixa de um ator, qualquer problema que exista pode fazer com que nós incorramos em prejuízos significativos, independentemente dos resultados da audiência”, começou por explicar José Eduardo Moniz durante o evento de pré-estreia da novela, mostrando-se entusiasmado com este recomeço na ficção do canal.
“Estamos muito expectantes e a acreditar que é possível. Este elenco e toda esta equipa técnica que aqui trabalhou empenhou-se em demonstrar que pensar em fazer novelas mais curtas não é uma impossibilidade. É um novo desafio”, continuou, debruçando-se de seguida nos benefícios para quem vê. “Tem uma virtude muito grande, que é permitir ao público ter muito mais oferta do que aquela que tem hoje. Isto é, nós não gostamos, pelo menos eu não gosto, que o espectador tenha de esperar um ano pelo fim da história. E, portanto, quero que o espectador se habitue a que na TVI não precisa de esperar um ano para saber como é que uma história termina. E porque, inclusive, tem a possibilidade de, no mesmo espaço de tempo, haver duas ou três histórias. E, portanto, é isso que nós vamos tentar fazer”.
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Texto: Vânia Nunes; Fotos: D.R. e Impala
