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EUA preparam controlo marítimo do Estreito de Ormuz

Os EUA afirmam que retomarão o controlo do Estreito de Ormuz. Saiba como a tensão entre Trump e o Irão está a afetar o preço do petróleo e a economia global.

EUA preparam controlo marítimo do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz tornou-se no centro de uma escalada militar sem precedentes. A administração de Donald Trump intensificou a pressão sobre Teerão. O objetivo é claro: retomar o controlo total da passagem marítima. Este corredor é vital para a economia global. Por ali passa quase um quinto do petróleo mundial.

A estratégia de Washington e o impacto nos mercados

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deu garantias recentes. Afirmou que a liberdade de navegação será restabelecida em breve. Os EUA planeiam utilizar escoltas militares próprias ou multinacionais. Atualmente, o mercado enfrenta um défice diário de 10 a 12 milhões de barris. A administração norte-americana tenta mitigar a crise libertando reservas de emergência. No entanto, a tensão mantém o preço do barril de Brent próximo dos 100 dólares.

O bloqueio iraniano foi uma represália direta. Teerão respondeu à ofensiva iniciada pelos EUA e Israel no final de fevereiro. A situação é descrita por especialistas como uma “guerra de atrito marítima”. O tráfego de navios caiu drasticamente. Antes passavam 60 cargueiros por dia; agora passam apenas dois ou três.

Ultimato e negociações sob tensão

Donald Trump não demonstra recuar nas suas intenções. O Presidente norte-americano prolongou o ultimato até 6 de abril. Caso o Irão não desbloqueie o estreito, as represálias serão severas. Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas. As centrais elétricas e os poços de petróleo estão na mira. A Ilha de Kharg, ponto nevrálgico da exportação iraniana, é um alvo prioritário.

Cenário diplomático permanece incerto e complexo

• O Irão nega a existência de negociações diretas.
• O Paquistão tem servido como intermediário nas mensagens.
• Os EUA apresentaram uma lista de 15 pontos para um cessar-fogo.
• A NATO tem sido criticada por Trump devido à falta de apoio militar direto.
• Teerão autorizou apenas “navios não hostis” a transitar, sob condições rigorosas.

Riscos de uma crise económica mundial

A paralisia em Ormuz ameaça a estabilidade financeira global. A Agência Internacional da Energia já libertou 400 milhões de barris. Todavia, a escassez continua a ser sentida em diversos setores. A indústria e os transportes são os mais afetados. Em Portugal, o aumento dos combustíveis é uma preocupação crescente.

A comunidade internacional observa com apreensão. Países como China e Rússia podem beneficiar do desgaste norte-americano. Enquanto isso, o Pentágono prepara opções para o que chama de “golpe final”. A intervenção terrestre já não é descartada por alguns analistas. O mundo aguarda pelo desfecho do ultimato de abril.

Luís Martins; WiN
Imagem Lusa

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