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Tortura e morte da avestruz Zenek dá 7 anos de prisão em sentença histórica

Conheça os detalhes do caso da avestruz Zenek. Justiça polaca aplica 7 anos de prisão por crueldade animal extrema e tráfico de droga. Sentença inédita.

Tortura e morte da avestruz Zenek dá 7 anos de prisão em sentença histórica

O sistema judicial polaco aplicou, pela primeira vez, a pena máxima prevista na lei para um crime de maus-tratos a animais. O caso do avestruz Zenek tornou-se símbolo da luta contra a impunidade em crimes de natureza ambiental e ética.

O crime na Quinta Traperska Osada

Na madrugada de 10 para 11 de janeiro de 2025, a tranquilidade da quinta de agroturismo Traperska Osada, perto de Poznań, foi quebrada. Três indivíduos invadiram o recinto com o intuito deliberado de maltratar os animais residentes.

O alvo principal foi Zenek, avestruz que era uma das figuras centrais da quinta. De acordo com o despacho de acusação, o animal foi agredido com objetos contundentes e arrastado com extrema violência.

As autoridades revelaram que os agressores filmaram o ato de tortura com telemóveis. Além disso, a troca de mensagens prévia ao crime provou a premeditação do ataque. Zenek sucumbiu aos ferimentos dois dias após a agressão.

Decisão judicial e crimes acumulados

O juiz Robert Grześ presidiu ao julgamento no Tribunal Distrital de Poznań-Stare Miasto. A sentença de 7 anos de prisão efetiva para o principal arguido, Łukasz Sz., fundamentou-se no concurso de vários crimes graves.

  • – Maus-tratos animais com crueldade extrema.
  • – Invasão de propriedade privada.
  • – Fornecimento de substâncias psicotrópicas a menores.

O magistrado sublinhou a total ausência de empatia dos arguidos. Para além da pena de prisão, o tribunal ordenou o pagamento de 4.698,10 euros ao proprietário da quinta e 1.174,50 euros a um abrigo de animais. O arguido ficou ainda proibido de deter qualquer animal pelos próximos 15 anos.

Reação da sociedade e recurso judicial

A comunidade de defesa dos direitos dos animais na Polónia e em toda a Europa aplaudiu o veredito. Consideram que esta decisão envia uma mensagem clara de tolerância zero.

A defesa de Łukasz Sz. já manifestou a intenção de recorrer da sentença para o Tribunal da Relação. Os advogados argumentam que a acumulação das penas resultou num tempo de prisão excessivo. O processo aguarda agora a marcação da audiência de recurso, mantendo-se o arguido em detenção devido à gravidade dos crimes e ao risco de fuga.

Luís Martins; WiN

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