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Comissão conclui que ex-presidente brasileiro foi morto pela ditadura militar no país

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) do Brasil, aprovou hoje relatório que conclui que o ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar no país.

Comissão conclui que ex-presidente brasileiro foi morto pela ditadura militar no país

A decisão contesta a conclusão apresentada pelas autoridades da época de que Juscelino, popularmente chamado de “JK”, foi vítima de um acidente rodoviário há 50 anos, em 1976.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos é um órgão governamental formado por sete membros e conta com apoio técnico do Ministério dos Direitos Humanos do Brasil. 

O relatório final foi aprovado por votos da maioria das pessoas integrantes a CEMDP, sendo seis votos a favor e uma abstenção. 

“A principal conclusão foi de que a premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ónibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”, informou o Ministério Público Federal em comunicado.

Segundo o relatório, a morte de JK integrou uma ação coordenada de repressão política no contexto da Operação Condor, aliança entre regimes militares sul-americanos durante a Guerra Fria.

A relatora Maria Cecília Adão vem trabalhando com o caso desde novembro de 2024 e, com a aprovação das conclusões do relatório da CEDMP, o colegiado trabalhará para que a certidão de óbito de JK seja retificada,

O caso de JK foi aberto pela CEMDP em fevereiro de 2025 por decisão do Governo brasileiro, com base num inquérito do Ministério Público Federal, que durou seis anos de trabalho(2013-2019), e identificou falhas graves nas investigações do próprio Estado.

O MPF descartou a tese oficial de que tenha havido choque entre o autocarro e o veículo de JK, mas concluiu ser “impossível afirmar ou descartar” a hipótese de atentado político contra o ex-presidente brasileiro.

Fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek governou o Brasil entre 1956 e 1961 e foi um dos principais adversários civis do regime militar instaurado no país em 1964.

A sua morte é vista pela imprensa brasileira e por muito historiadores como um dos capítulos mais estranhos e controversos dos 21 anos de duração da ditadura militar no Brasil. 

MYMA// RBF

By Impala News / Lusa

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