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Carlos Cabreiro assume comando da Polícia Judiciária: O estratega do cibercrime chega ao topo

Carlos Cabreiro, até agora diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), foi hoje nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária, anunciou hoje o Governo.

Carlos Cabreiro assume comando da Polícia Judiciária: O estratega do cibercrime chega ao topo

A Polícia Judiciária (PJ) entra hoje numa nova era. O Governo português confirmou a nomeação de Carlos Cabreiro para o cargo de Diretor Nacional da instituição. Esta decisão surge num momento crítico de transição na segurança interna do país. O novo líder sucede a Luís Neves, que recentemente assumiu a pasta de Ministro da Administração Interna no XXV Governo Constitucional.

Um percurso moldado pelo combate ao crime tecnológico

Carlos Manuel Antão Cabreiro não é um rosto estranho nos corredores da Rua Gomes Freire. Com uma carreira iniciada na PJ em 1991, o novo Diretor Nacional consolidou-se como um dos maiores especialistas europeus em criminalidade informática. Licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, especializou-se em Guerra de Informação pela Academia Militar, unindo o rigor jurídico à estratégia técnica.

A sua liderança à frente da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) desde 2016, marcou um ponto de viragem. Foi sob o seu comando que a PJ enfrentou alguns dos desafios digitais mais complexos da última década, incluindo a captura do pirata informático Rui Pinto. A experiência acumulada nesta unidade será fundamental para modernizar os métodos de investigação criminal em Portugal.

Os pilares da nova liderança

A nomeação de Carlos Cabreiro, oficializada para um mandato de três anos, sinaliza uma aposta clara do Executivo no reforço da tecnologia ao serviço da lei. Entre os principais objetivos esperados para esta direção destacam-se:

  • • Modernização Digital: Implementação de ferramentas avançadas de inteligência artificial na análise de dados criminais.
  • • Reforço de Efetivos: Continuidade do plano de recrutamento para colmatar o envelhecimento dos quadros da instituição.
  • • Combate à Corrupção: Intensificação do trabalho na Unidade Nacional de Combate à Corrupção, área onde Cabreiro também já exerceu funções de coordenação.
  • • Cooperação Internacional: Estreitar laços com a Europol e Interpol para travar redes transnacionais de crime organizado.

O legado e a sucessão

Suceder a Luís Neves é um desafio de elevada responsabilidade. Neves deixou a Polícia Judiciária com imagem de eficácia operacional reforçada, tendo transitado para a tutela política da segurança. Carlos Cabreiro traz agora um perfil mais técnico e discreto, focado na “guerra de informação” e na proteção de infraestruturas críticas.

A transição ocorre de forma fluida, dado que Cabreiro já fazia parte da estrutura superior da PJ como Coordenador Superior de Investigação Criminal. A sua naturalidade em Miranda do Douro e o seu percurso académico conferem-lhe uma visão abrangente do território e dos desafios sociais que a polícia enfrenta. Com esta nomeação, o Governo espera que a Polícia Judiciária continue a ser o baluarte da investigação criminal de alta complexidade em solo nacional.

Luís Martins; WiN
com Lusa

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