Brasil condena tratamento “degradante e humilhante” a ativistas da flotilha por Israel

O Governo brasileiro condenou o tratamento “degradante e humilhante” dos ativistas da Flotilha Global Sumud detidos pelas autoridades israelitas, “em particular pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir”.

Brasil condena tratamento

“O Brasil demanda libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo de quatro cidadãos brasileiros, assim como pleno respeito a seus direitos e a sua dignidade, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado de Israel”, afirmou na noite de quarta-feira o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em comunicado.

A Administração do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muito crítica em relação a Israel desde que o país lançou a mais recente guerra contra a Faixa de Gaza, reiterou o repúdio pela interceção, em águas internacionais, das embarcações que integravam a frota e pela detenção dos membros, ações que qualificou de ilegais.

Em imagens publicadas por Ben Gvir nas redes sociais, veem-se os ativistas num navio militar amarrados e amontoados, de joelhos com a cabeça no chão, enquanto soa o hino de Israel.

Também se observa o ministro a recebê-los em terra com um “bem-vindos a Israel”, enquanto hasteia uma bandeira do Estado israelita, e a afirmar “é assim que deve ser”, ao observar como os conduzem com a cabeça baixa.

Noutra imagem do vídeo, polícias obrigam os detidos a caminhar agachados, agarrando-os pela cabeça e com as mãos amarradas nas costas.

As relações diplomáticas entre o Brasil e Israel são mínimas desde a ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza, que Lula classificou publicamente como genocídio, ao que o Estado israelita respondeu, declarando-o ‘persona non grata’.

O líder brasileiro também criticou duramente os bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos sobre o Irão, que, por sua vez, respondeu com ataques aos países do Golfo Pérsico.

CAD // APL

By Impala News / Lusa

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