Aumenta para 75 número de feridos após colisão de comboios que matou pelo menos 21
Um total de 75 pessoas foram hospitalizadas, 15 em estado grave, na sequência de um acidente ferroviário este domingo em Córdova, Espanha, que causou, pelo menos 21 mortos, informou o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno.
Moreno detalhou numa declaração à imprensa que a maioria dos feridos foi encaminhada para o Hospital Raínha Sofia de Córdova.
As equipas de emergência deverão continuar a trabalhar durante toda a noite na recuperação de corpos, um trabalho complexo devido ao estado de algumas carruagens.
O Governo de Espanha começou por confirmar a existência de, pelo menos, 21 mortos e 30 feridos graves no acidente ferroviário de domingo à noite no município de Adamuz, Córdova, na região da Anadaluzia, no sul do país, mas admitiu que o número de vítimas mortais pode ser maior.
“Há 21 mortos confirmados oficialmente neste momento, mas não podemos dar esse número como definitivo”, disse o ministro dos Transportes, Óscar Puente, numa conferência de imprensa em Madrid.
Segundo o ministro, que falava pouco antes da 01:00 da madrugada (meia-noite em Lisboa) todos os feridos foram já atendidos e 30 foram hospitalizados.
No terreno, as tarefas centram-se agora exclusivamente no “levantamento dos cadáveres”, disse Óscar Puente.
O ministro disse não haver ainda uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade e que será necessário esperar pelo resultado da investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.
Óscar Puente qualificou o acidente, “numa reta”, como “tremendamente estranho”, revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era “praticamente novo” e tem cerca de quatro anos.
O acidente ocorreu por volta das 19:45, quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
Sempre segundo o ministro, o choque com os vagões que descarrilaram fez “sair disparadas” da via as duas primeiras carruagens do comboio Alvia, da Renfe, onde seguia a maioria das vítimas mortais.
No comboio da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa, e no da Renfe iam cerca de 200. As duas primeiras carruagens, que saltaram dos carris, levavam 37 pessoas, segundo o ministro.
O Governo regional da Andaluzia acionou o plano autonómico de emergências de proteção civil e o executivo central de Espanha enviou para o local 37 militares da Unidade Militar de Emergências (UME), uma estrutura das forças armadas especializada em situações de catástrofe.
A empresa pública Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, anunciou que os comboios de alta velocidade entre Madrid e Córdova, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva (todas cidades na Andaluzia) estão suspensas e assim se manterão durante todo o dia de segunda-feira, pelo menos.
Esta noite, permanecerão abertas as estações de Atocha (Madrid), Córdoba e Sevilha, assim como as de Málaga e Huelva (origem e destino dos comboios envolvidos no acidente), onde foram preparados espaços para atender e acolher familiares das vítimas que o possam necessitar”, acrescentou a Adif, num comunicado.
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By Impala News / Lusa