Filmes “Cão Sozinho” e “18 Buracos para o Paraíso” vão ter recursos inclusivos nos cinemas

Os filmes portugueses “Cão Sozinho” e “18 Buracos para o Paraíso” vão ter legendas descritivas e audiodescrição quando chegarem em maio aos cinemas, fruto de uma bolsa de apoio à acessibilidade da AMPLA — Mostra de Cinema.

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Em comunicado, aquela mostra de cinema explicou hoje que a longa-metragem “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, e a curta-metragem de animação “Cão Sozinho”, de Marta Reis Andrade, foram os filmes selecionados para a produção de ficheiros de audiodescrição e legendas descritivas, no âmbito de uma bolsa de apoio.

O objetivo é que “todos os espectadores possam experienciar o cinema de forma justa e inclusiva”, referiu a AMPLA, quando lançou esta bolsa em dezembro passado.

A audiodescrição e as legendas descritivas para aqueles dois filmes serão disponibilizadas pela AMPLA numa aplicação móvel a ser usada nas salas de cinema.

A AMPLA, que se apresenta como uma plataforma de promoção de igualdade no acesso ao cinema em Portugal, organiza anualmente uma pequena mostra, em Lisboa, na qual os filmes escolhidos são exibidos com condições de acessibilidade para todos os públicos.

Todos os filmes são mostrados com legendas descritivas, com interpretação em língua gestual portuguesa, com audiodescrição, e habitualmente há sessões para famílias com crianças e para espectadores com défice de atenção, com deficiência intelectual ou com condição do espetro autista.

Em 2025, quando a mostra foi organizada na Culturgest, em Lisboa, os organizadores diziam à Lusa que “o cinema é uma das áreas onde a acessibilidade está menos representada, mas é uma das áreas onde seria mais fácil de implementar”.

Por exemplo, a interpretação em linguagem gestual é pré-gravada e exibida num dos cantos do ecrã em simultâneo com cada filme, e o mesmo acontece com as legendas descritivas, com notas sobre sons relevantes para a narrativa ou com a identificação de intervenientes que estejam fora de cena.

Para as pessoas cegas ou com baixa visão são disponibilizados auriculares — a requisitar minutos antes de cada sessão — através dos quais podem ouvir um narrador a descrever, durante as pausas dos dia´logos, a ac¸a~o, a linguagem corporal, as expresso~es faciais, os cena´rios e os figurinos.

“O que é interessante é mostrar que podemos todos coexistir na mesma sala, pessoas que precisem de recursos e pessoas que não precisem. A AMPLA mostra os recursos da forma mais adequada [a cada espectador]”, sublinhou Sofia Afonso, que integra a equipa que organiza esta mostra.

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By Impala News / Lusa

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