Crise humanitária no Irão: Ataques de EUA e Israel atingem mais de 280 infraestruturas de Saúde
Crise no Irão: Ataques de EUA e Israel atingem mais de 280 infraestruturas de saúde. Saiba o impacto nos hospitais e a reação da OMS à destruição médica em 2026.
A escalada do conflito no Médio Oriente atingiu um ponto de rotura com a destruição sistemática de serviços essenciais. Relatórios recentes confirmam que mais de 280 infraestruturas de saúde no Irão foram alvo de ataques por parte das forças dos Estados Unidos e de Israel. Esta ofensiva militar, que se intensificou nas últimas semanas de março de 2026, está a deixar o sistema médico iraniano à beira do colapso.
Hospitais e centros médicos sob fogo
O impacto direto na rede de cuidados de saúde é devastador e abrange várias regiões do país. Entre as unidades afetadas, destacam-se grandes centros hospitalares em Teerão, que servem milhões de pessoas. A gravidade da situação reflete-se nos seguintes pontos:
- • Pelo menos 152 centros de saúde sofreram danos estruturais significativos desde o início de fevereiro.
- • Três grandes hospitais, incluindo o Hospital Gandhi e o Hospital Valiasr Burn, em Teerão, ficaram totalmente inoperacionais.
- • A transferência forçada de doentes críticos e recém-nascidos tornou-se uma constante durante os bombardeamentos.
- • Unidades de fertilização in vitro e centros de emergência em cidades como Sarab e Hamedan também foram atingidos.
Profissionais de saúde pagam o preço
Além dos edifícios, as vidas de quem cuida estão em risco extremo. O Ministério da Saúde iraniano e organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), têm denunciado a morte e o ferimento de especialistas médicos.
- • Contabilizam-se, até ao momento, 16 mortos e mais de 220 feridos entre o pessoal médico.
- • Paramédicos e socorristas foram alvejados enquanto tentavam prestar auxílio a vítimas civis.
- • A escassez de medicamentos, fórmulas infantis e combustível compromete a capacidade de resposta das equipas sobreviventes.
Violação do Direito Internacional
A comunidade internacional observa com preocupação o que muitos consideram uma violação das Convenções de Genebra. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para a “fase perigosa” do conflito, sublinhando que as infraestruturas de saúde devem ser protegidas a todo o custo.
A justificação apresentada pelas forças aliadas foca-se em alvos estratégicos e militares, mas o rasto de destruição civil conta uma história diferente. O Crescente Vermelho iraniano enviou relatórios detalhados aos organismos competentes, apelando a uma intervenção diplomática urgente para travar o massacre.