Assassinatos de pessoas trans caem no Brasil mas continuam os maiores do mundo

O número de pessoas travestis e transexuais assassinadas no Brasil caiu em 2025 para o valor mais baixo dos últimos 16 anos, mas o país continua a ser o que mais mata pessoas trans no mundo, segundo dados hoje divulgados.

Assassinatos de pessoas trans caem no Brasil mas continuam os maiores do mundo

O Brasil registou no ano passado 80 assassinatos de pessoas transexuais e travestis, um número 34% inferior ao de 2024 e o mais baixo dos últimos 16 anos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Ainda assim, a Antra, citando dados publicados pela Transgender Europe (TGEU), alertou que estes resultados mantêm o Brasil “como o país que mais assassina pessoas trans no mundo desde 2008, pelo 18.º ano consecutivo”.

“Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo”, denunciou a presidente da Antra, Bruna Benevides.

Apesar da redução anual, “o cenário mantém-se adverso” também devido ao aumento das tentativas de homicídio e ao facto de o país ainda carecer de políticas públicas eficazes para combater este tipo de violência.

Segundo o relatório, a grande maioria das pessoas transexuais assassinadas no Brasil eram pessoas negras, com idades entre os 18 e os 29 anos.

A organização esclareceu que os números poderão ser superiores, uma vez que os dados do relatório foram recolhidos a partir de denúncias a organizações trans, registos públicos e notícias publicadas nos meios de comunicação social.

 

MIM // ANP

By Impala News / Lusa

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