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Águas de Portugal estima em 40 ME recuperação de infraestruturas de saneamento básico devido ao mau tempo

O grupo Águas de Portugal estima em cerca de 40 milhões de euros a recuperação de infraestruturas, para o restabelecimento das condições de funcionamento dos sistemas de saneamento básico, em consequência das recentes tempestades, foi hoje anunciado.

Águas de Portugal estima em 40 ME recuperação de infraestruturas de saneamento básico devido ao mau tempo

“Para o restabelecimento pleno das condições de funcionamento, segurança e fiabilidade dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento, será necessário executar um programa de reposição e recuperação de infraestruturas, com um investimento estimado de cerca de 40 milhões de euros”, indicou, em comunicado, o grupo Águas de Portugal.

Segundo a organização, detida integralmente pelo Estado português, o “programa inclui inspeções e reabilitações de ativos críticos, reposição de energia e equipamentos, estabilização de estruturas e recuperação de acessibilidades, com equipas operacionais no terreno 24 horas por dia, sete dias por semana”.

“Em paralelo, está em curso um trabalho de sistematização e reforço de investimentos destinado a reduzir vulnerabilidades e aumentar a robustez dos sistemas face a secas e escassez hídrica, cheias e afluências indevidas, ameaças de cibersegurança, dependência energética e à digitalização integral do ciclo urbano da água”, acrescenta o grupo Águas de Portugal.

De acordo com o grupo, por ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala no domingo, os sistemas de abastecimento de água e saneamento “foram intensamente postos à prova por eventos meteorológicos extremos que afetaram recentemente várias regiões do país”.

“As intensas chuvadas, cheias, ventos fortes e a saturação dos solos provocaram constrangimentos significativos nas infraestruturas”, refere o grupo público, que serve mais de oito milhões de pessoas.

As empresas do universo Águas de Portugal, “com intervenções rápidas e coordenadas com as autoridades”, garantiram o abastecimento de água, nomeadamente nas zonas mais afetadas da região Centro.

Entre as ações desenvolvidas contam-se “a operação contínua de captações e Estações de Tratamento de Água (ETA) sob risco de inundação, o fornecimento de água com recurso a redundâncias energéticas”, reposição faseada de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e elevatórias que ficaram submersas, e “reinstalação de sistemas elétricos e de telegestão danificados”, lê-se na nota.

As equipas, “em estreita articulação com municípios e proteção civil, foram estabelecendo a normalização por etapas”.

“As tempestades puseram à prova as nossas equipas e sistemas. Recuperámos depressa e estamos a consolidar a resiliência para que, aconteça o que acontecer, a água chegue às pessoas com segurança, qualidade e continuidade”, afirma António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração do grupo Águas de Portugal, citado no comunicado.

O responsável assegura que o grupo tem “equipas diversas no centro da solução, focadas quer na recuperação de ativos, quer no reforço da resiliência e na transformação digital”.

As empresas do grupo, que emprega 4.200 profissionais, iniciam a partir de domingo ações de divulgação da atividade e visitas a infraestruturas, entrevistas técnicas e conteúdos de literacia hídrica, “para aproximar as comunidades do trabalho que se faz ‘por dentro’ do ciclo urbano da água”.

O Dia Mundial da Água celebra-se em 22 de março, por iniciativa da Organização das Nações Unidas, mobilizando governos, organizações e cidadãos para acelerar o progresso rumo ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6: Água e Saneamento para todos.

LFS // VAM

By Impala News / Lusa

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