1.ª Companhia Noélia alvo de preconceito dentro do programa: “Estão exatamente no mesmo sítio que dizem desprezar”
A participação de Noélia Pereira na “1.ª Companhia” está a gerar controvérsia. Criticada pelos colegas famosos e apontada como a principal candidata à saída, a empresária vê o seu passado nos reality shows tornar-se o centro de uma discussão que já motivou reações dentro e fora do programa.
Noélia Pereira está no centro da mais recente polémica da “1.ª Companhia”, da TVI. Conhecida do público pela sua participação no Big Brother, tem tido dificuldades em integrar-se no grupo e acabou por ser duramente criticada pelos restantes concorrentes famosos na gala de domingo.
As críticas não passaram despercebidas fora da casa. Um antigo concorrente do Secret Story, João Ricardo, defendeu publicamente Noélia e deixou um texto contundente sobre o preconceito dentro do próprio formato. “Entraram num reality show, com câmaras 24 horas, microfones, edição, narrativa e contrato assinado. E mesmo assim acharam que podiam apontar o dedo a alguém por vir de Secret Story ou Big Brother, como se isso fosse um defeito de caráter”, começou por escrever.
O ex-concorrente criticou ainda algumas expressões usadas no programa, como “aqui não é a Malveira, aqui é Bucelas”.
“Usar frases como ‘aqui não é a Malveira, aqui é Bucelas’ não vos faz especiais. Faz-vos ridículos. Porque a verdade é simples e desconfortável: vocês estão exatamente no mesmo sítio que dizem desprezar. Televisão. Reality show. Jogo. Personagem. Exposição”, defendeu.
“Quem ataca o percurso dos outros não está a afirmar identidade nenhuma. Está só a mostrar medo de ser confundido. (…) Não existem realities nobres e realities menores. Existem pessoas que aguentam a exposição e pessoas que precisam de criar hierarquias imaginárias para dormir melhor à noite”, acrescentou.
O desabafo terminou com uma crítica direta à postura adotada dentro da 1.ª Companhia: “Se não queriam ser associados a realities, havia uma escolha óbvia: não aceitavam o convite para a ‘1.ª Companhia’. (…) Aqui não há elite. Há concorrentes. E quem precisa de diminuir o passado dos outros é porque ainda não conseguiu construir nada que se aguente sozinho. Entrar num reality show e fingir que não é um reality show não é superioridade, é medo de se ver ao espelho”.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR