Vem aí um fim de semana grande de calor tropical e trovoada
Saiba tudo sobre o tempo em Portugal no feriado de 1 de maio. IPMA prevê subida das temperaturas e instabilidade no Norte e Centro.
Portugal prepara-se para um fim de semana prolongado de contrastes acentuados. Entre o feriado de 1 de maio e o próximo domingo, o território continental será palco de uma dualidade atmosférica: enquanto uma massa de ar tropical empurra as temperaturas para valores dignos de verão, a instabilidade típica da primavera promete não dar tréguas, especialmente nas regiões a norte do sistema Montejunto-Estrela.
Sexta-feira: Sol ganha terreno após nevoeiros matinais
O Dia do Trabalhador arranca com o que os especialistas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) descrevem como um quadro de estabilidade progressiva. As primeiras horas da manhã poderão ser marcadas por neblinas ou nevoeiros, particularmente em vales abrigados e zonas próximas de rios, mas a tendência é de rápida dissipação. Com o decorrer das horas, o céu abrirá em amplas abertas, permitindo uma subida gradual das temperaturas máximas em quase todo o país.
Sábado: Calor tropical e ameaça de trovoada
A partir de sábado, 2 de maio, a entrada de uma massa de ar quente e seco começará a fazer-se sentir com maior vigor. É o início de um ciclo que levará e Lisboa aos 31 graus já no arranque da próxima semana. Contudo, este aquecimento diurno, aliado à orografia, funcionará como combustível para a formação de nuvens de desenvolvimento vertical. O resultado será a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, com maior probabilidade de incidência nas zonas montanhosas do interior.
Domingo: O regresso da nebulosidade
O fecho do período festivo, no domingo, será o dia mais cinzento do conjunto. O IPMA prevê um aumento significativo da nebulosidade em todo o território, embora se espere uma melhoria gradual a partir da tarde. É nesta jornada que a probabilidade de precipitação é mais elevada, afetando principalmente as regiões do Norte e Centro. No Sul, o Algarve poderá sentir uma subida da humidade devido à rotação do vento para o quadrante sudoeste.
Este cenário de transição, onde o calor estival coabita com a instabilidade de aguaceiros, exige uma vigilância constante das atualizações meteorológicas. O padrão de bloqueio atmosférico atual impede a entrada de frentes atlânticas, mas não anula a volatilidade térmica que caracteriza este maio de 2026.