Província angolana de Cabinda com cinco casos positivos de Mpox em 20 suspeitos

A província angolana de Cabinda registou cinco casos positivos, entre 20 suspeitos, de infeção por vírus Monkeypox (Mpox), divulgaram hoje as autoridades sanitárias locais.

Província angolana de Cabinda com cinco casos positivos de Mpox em 20 suspeitos

O secretário provincial da saúde em Cabinda, Rúben Buco, disse que dois dos cinco casos confirmados já receberam alta, mas continuam sob vigilância sanitária.

Três pessoas continuam internadas e sete amostras de casos suspeitos estão em laboratório para investigação, adiantou em declarações à Televisão Pública de Angola.

“Temos cerca de sete amostras em processamento, isso nos preocupa”, disse a fonte avançando ainda que três dos casos não têm vínculo epidemiológico [pessoas sem histórico de viagem para algum território de países vizinhos]”, disse a mesma fonte.

Face à situação, as autoridades sanitárias promoveram uma formação para profissionais de saúde sobre prevenção e sintomas desta doença, uma medida de reforço da vigilância sanitária.

A Mpox é uma doença viral, que se transmite aos seres humanos a partir de outros humanos ou animais (macacos e roedores) infetados, levando entre dois a 21 dias para que a doença se manifeste após infeção, tendo como sintomas erupção cutânea (manchas e/ou bolhas), dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, febre, arrepios e inflamação dos gânglios.

Angola registou o primeiro caso de Mpox em 2024, na província de Luanda, capital do país.

Além de Cabinda, a província angolana do Uíje registou este mês um caso positivo de Mpox, levando as autoridades provinciais do Zaire a reforçarem as medidas de prevenção para travar o surgimento desta doença.  

A formação para os profissionais de saúde de Cabinda incluiu igualmente conhecimentos sobre a prevenção contra o ébola, doença que assola a vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), com cerca de mil casos suspeitos registados no leste desse país e pelo menos 223 mortes suspeitas, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

NME // ANP

By Impala News / Lusa

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