Projeto para central fotovoltaica no Crato em consulta pública até 27 de abril

Um projeto que visa a construção a partir de 2029 de uma central fotovoltaica no concelho do Crato, distrito de Portalegre, está em consulta pública até ao dia 27 deste mês.

Projeto para central fotovoltaica no Crato em consulta pública até 27 de abril

A Proposta de Definição de Âmbito (PDA) para avançar com o projeto, a desenvolver na freguesia de Gáfete, está em consulta pública, pode ler-se no Portal Participa, consultado hoje pela agência Lusa.

O documento indica que a empresa promotora é a Hyperion Renewables Nisa, Unipessoal, Lda, que espera concluir o projeto no quarto trimestre de 2030.

A iniciativa contempla ainda a construção de uma linha de muito alta tensão, que poderá contar com mais de 20 quilómetros de extensão, atravessando os concelhos do Crato e Nisa, também no distrito de Portalegre.

Em fase preliminar de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), sob coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Central Fotovoltaica de Gáfete poderá contar com uma potência instalada de 120 megawatts-pico (MWp).

A potência de ligação é de 100 megavolt-ampere (MVA), devendo a produção anual cifrar-se em cerca de 222 gigawatts por hora (GWh).

Além destes dados, a Central Fotovoltaica de Gáfete poderá contar com uma instalação de 181.819 módulos fotovoltaicos, com potência unitária de cerca de 650 watts-pico (Wp), numa área de cerca de 58 hectares.

Sem valor de investimento indicado na documentação dsponível, o projeto contará também com uma linha de muito alta tensão, com cerca de 21,9 quilómetros, até à subestação da Falagueira, no concelho de Nisa.

No documento é também possível ler que uma parte do corredor da linha elétrica atravessa a Zona Especial de Conservação Nisa/Lage da Prata, área integrada na Rede Natura 2000.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, explicou que o município “não tem problemas” em acolher este tipo de projetos no seu território, caso sejam cumpridas as regras e os procedimentos ambientais, socioculturais e económicos.

O autarca acrescentou que o município vai apresentar uma posição oficial sobre o projeto assim que estejam concluídos todos os estudos relacionados com a sua implementação.

No entanto, nesta fase, segundo Joaquim Diogo, o município vai manter “alguma reserva” em relação a esta matéria.

 

HYT // RRL

Lusa/Fim

 

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share