Presidenciais 2026: Portugal decide entre António José Seguro e André Ventura

O país regressa hoje às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Numa disputa inédita em 40 anos, Seguro e Ventura medem forças no duelo presidenciais 2026 que promete redefinir o panorama político nacional.

Presidenciais 2026: Portugal decide entre António José Seguro e André Ventura

A democracia portuguesa vive neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, um dos seus momentos mais decisivos. Após uma primeira volta que deixou pelo caminho nomes de peso como João Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, os portugueses são chamados a decidir entre dois caminhos distintos nas Presidenciais 2026: a experiência moderada de António José Seguro ou a rutura proposta por André Ventura.

Afluência às urnas: Mobilização em alta

Até às 16h00, a afluência às urnas situava-se nos 45,50%, valor praticamente idêntico ao registado na primeira volta (45,51%). Estes números indicam mobilização significativa do eleitorado, superando largamente a participação nas eleições de 2021, marcadas pela pandemia. É o primeiro ‘duelo final’ em eleições presidenciais desde 1986, quando Mário Soares e Freitas do Amaral protagonizaram uma disputa histórica.

Para acompanhar todos os detalhes e reações dos protagonistas, consulte a nossa secção de Política onde atualizamos os dados ao minuto.

Protagonistas das Presidenciais 2026: Dois estilos, duas visões

António José Seguro, que venceu a primeira volta com 31,12% dos votos, apresenta-se como o garante da estabilidade e do respeito institucional. O ex-líder do PS conseguiu reunir apoios à esquerda, incluindo PAN e Livre, posicionando-se como um “Presidente para todos os portugueses”.

Por outro lado, André Ventura, que garantiu 23,52% na primeira volta, aposta num discurso antissistema e na promessa de uma ‘Quarta República’. Com o lema “Deus, Pátria, Família e Trabalho”, o líder do Chega conta agora com o apoio oficial do ADN, tentando captar o voto dos descontentes e da direita mais conservadora.

Debates e polémicas: O caminho até aqui

A campanha para a segunda volta foi marcada por debates intensos e trocas de acusações. Enquanto Seguro focou o discurso na defesa do SNS e na coesão social, Ventura não poupou críticas ao sistema, prometendo fiscalização apertada ao Governo. A própria Comissão Nacional de Eleições (CNE) teve de intervir durante o processo devido a queixas sobre a desigualdade no tratamento mediático das candidaturas menos votadas.

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