Município de Maputo quer controlo do estacionamento em tempo real

O Conselho Municipal de Maputo quer melhorar o controlo do estacionamento em tempo real na capital, através da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME), para reduzir o tempo gasto pelos condutores, refere em nota a autarquia.

Município de Maputo quer controlo do estacionamento em tempo real

Rasaque Manhique, presidente do Conselho Municipal de Maputo, citado no documento, consultado hoje pela Lusa, insta a EMME a melhorar o controlo do estacionamento, criando um modelo que permita aos automobilistas acompanhar, em tempo real, o número de lugares disponíveis para estacionamento na cidade.

Para o presidente do município, a medida poderá contribuir para reduzir os constrangimentos na circulação rodoviária e diminuir o tempo de procura por estacionamento em zonas de maior movimento na capital moçambicana.

O presidente do Conselho de Administração da EMME, Francisco Mabjaia, também citado na nota, reconheceu a necessidade de melhorias e afirmou que a empresa prevê implementar o sistema inicialmente no silo-auto, um edifício de estacionamento vertical.

“No âmbito da mobilidade ativa, temos essa pretensão”, afirmou Mabjaia, garantindo que a empresa vai trabalhar para concretizar a iniciativa.

O Governo moçambicano pretende introduzir na Área Metropolitana de Maputo, com apoio de privados, um sistema de transporte público de “alta capacidade” totalmente elétrico e sem carris, para mitigar as dificuldades de mobilidade na capital, conforme se refere num concurso para a conceção, fornecimento, implementação, operação e transferência do sistema Autonomous Rapid Transit (ART), publicado em 08 de abril.

O Governo justifica o procedimento com o facto de a Área Metropolitana de Maputo, com cerca de dois milhões de habitantes, ter “registado um crescimento populacional acelerado, acompanhado pelo aumento do número de veículos motorizados e pelo agravamento dos níveis de congestionamento rodoviário”.

“Fatores que contribuem para o aumento dos tempos de deslocação, para a elevação dos custos de transporte e para impactos ambientais negativos. As soluções tradicionais baseadas na expansão da rede rodoviária encontram-se, contudo, limitadas pela escassez de espaço urbano disponível e pelos elevados custos de investimento associados”, admite o Governo.

LCE (PVJ) // CSJ

By Impala News / Lusa

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