Médio Oriente: “Desmantelamento do Hezbollah” é principal objetivo de negociações Israel-Líbano – Netanyahu

O primeiro-ministro israelita declarou hoje que o principal objetivo das negociações entre Israel e o Líbano é o desmantelamento do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.

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Benjamin Netanyahu emitiu estas declarações um dia depois das conversações diretas entre os dois países sob mediação dos Estados Unidos em Washington.

“Nas negociações com o Líbano, há dois objetivos principais: primeiro, o desmantelamento do Hezbollah e, segundo, uma paz duradoura, uma paz assente na força”, afirmou o chefe do Governo israelita, numa mensagem vídeo divulgada pelo seu gabinete.

Quanto aos objetivos de Israel e dos Estados Unidos em relação ao Irão, Netanyahu indicou que estes “são idênticos”.

“Os nossos amigos norte-americanos mantêm-nos permanentemente informados dos seus contactos com o Irão”, disse o primeiro-ministro israelita no vídeo.

“Os nossos objetivos e os dos Estados Unidos são idênticos: queremos ver o material enriquecido [a quantidade de urânio altamente enriquecido] sair do Irão (…), o fim da capacidade de enriquecimento dentro do Irão e, claro, queremos assistir à abertura do estreito” de Ormuz, enumerou Netanyahu.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que Teerão afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do Hezbollah, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.

Washington e Teerão acordaram na noite de 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações assentes num plano de dez pontos apresentado por Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.

O plano iraniano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.

Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos e mais de 10.000 feridos, mas a 05 de março pararam de atualizar o balanço oficial.

A 12 de abril, forneceram um novo balanço, após 39 dias de guerra: 3.375 mortos.

Segundo o diretor da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masyedi, entre as vítimas mortais, há cidadãos de outros países, como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.

Já a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, que todos os dias atualizou o número total de vítimas mortais no Irão, situou-as no último relatório antes da entrada em vigor do cessar-fogo em pelo menos 3.636, entre as quais 1.701 civis.

ANC // EJ

By Impala News / Lusa

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