Greve geral: Metro de Lisboa para a partir das 23h00 desta terça-feira
O Metro de Lisboa suspende o serviço a partir das 23h00 de hoje, terça-feira, e durante todo o dia de quarta-feira devido à greve geral convocada pela CGTP contra o pacote laboral.
A greve geral de 3 de junho obriga à paralisação do Metro de Lisboa a partir das 23h00 desta terça-feira e durante todo o dia de quarta-feira. A normalização do serviço está prevista para as 06h30 de quinta-feira, 4 de junho, segundo comunicado da empresa.
O Metropolitano de Lisboa confirmou que os sindicatos representativos dos seus trabalhadores apresentaram pré-aviso de greve para o dia 3 de junho. Não foram fixados serviços mínimos relativamente à circulação de composições, de acordo com o Conselho Económico e Social.
Que transportes estão afetados
O Metro de Lisboa não é o único. Os trabalhadores da Carris e Carristur já aderiram à paralisação, tal como os revisores e trabalhadores das bilheteiras. A CP já divulgou os serviços mínimos e alerta para perturbações na circulação.
Segundo a Fectrans, os pré-avisos de greve abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP, entre outros.
Quem mais adere à greve geral
A adesão vai muito além dos transportes. Os médicos juntam-se à greve geral de 3 de junho e a Fenprof leva milhares de professores à rua e anuncia adesão à paralisação.
Por que razão há greve geral
A CGTP entregou o pré-aviso de greve geral contra o pacote laboral após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. Em dezembro de 2025, a CGTP e a UGT convocaram em conjunto a greve geral em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, numa primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013.
A proposta de revisão contempla mais de 50 alterações ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, segundo a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho. Ainda assim, a CGTP apela à luta em convergência contra o pacote laboral e o Bloco de Esquerda apela à mobilização e quer um Código Laboral alternativo.