Coligação compromete-se com garantias de segurança robustas a Kiev

A Coligação da boa vontade, Kiev e os Estados Unidos reafirmaram hoje, em Paris, o compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, defendendo que qualquer acordo de paz deverá ser sustentado por garantias de segurança robustas.

Coligação compromete-se com garantias de segurança robustas a Kiev

Numa declaração conjunta, alinhada com os princípios da Carta das Nações Unidas, os participantes sublinharam que a capacidade da Ucrânia para se defender é central para a segurança coletiva do país e da região euro-atlântica.

De acordo com o texto, as garantias de segurança deverão ser ativadas assim que entre em vigor um cessar-fogo credível e deverão complementar os acordos bilaterais de segurança já existentes, respeitando os enquadramentos legais e constitucionais de cada Estado.

Entre as medidas acordadas está a participação num mecanismo de monitorização e verificação do cessar-fogo liderado pelos EUA, com envolvimento internacional e representação da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia numa comissão especial destinada a analisar violações e atribuir responsabilidades.

A Coligação comprometeu-se ainda, com apoio norte-americano, a assegurar assistência militar e fornecimento de armamento, a longo prazo, às Forças Armadas da Ucrânia, incluindo financiamento, acesso a reservas de defesa, apoio técnico e cooperação no orçamento nacional ucraniano.

O plano prevê também a criação de uma força multinacional, composta por países dispostos a participar, para apoiar a reconstrução das forças armadas ucranianas e reforçar a dissuasão, com planeamento militar coordenado para operações no ar, no mar e em terra.

De acordo com a declaração, esta força será liderada pela Europa, com participação de membros não-europeus da Coligação e envolvimento dos Estados Unidos, nomeadamente ao nível dos serviços de informações e da logística, incluindo o compromisso de apoio norte-americano em caso de ataque.

Os signatários assumiram igualmente a intenção de finalizar compromissos vinculativos para apoiar a Ucrânia em caso de um futuro ataque armado da Rússia, admitindo o recurso a capacidades militares, iniciativas diplomáticas e sanções adicionais.

Na declaração, fica ainda acordado aprofundar a cooperação de defesa a longo prazo com a Ucrânia, incluindo formação, produção conjunta na indústria de defesa e cooperação em matéria de inteligência.

A declaração anuncia, por fim, a criação de uma célula de coordenação entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Coligação no respetivo quartel-general operacional, em Paris.

RJP // EJ

By Impala News / Lusa

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