Ator norte-americano Robert Duvall morre aos 95 anos

O ator norte-americano Robert Duvall, vencedor de um Óscar por “Amor e Compaixão” e nomeado por filmes como “O Padrinho” e “Apocalypse Now”, morreu no domingo, aos 95 anos, anunciou hoje a mulher numa publicação nas redes sociais.

Ator norte-americano Robert Duvall morre aos 95 anos

O mundo do cinema perdeu um dos seus pilares mais resilientes. Robert Duvall, o ator que deu vida ao eterno Tom Hagen em “O Padrinho” e ao memorável Tenente-Coronel Bill Kilgore em “Apocalypse Now”, faleceu neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, aos 95 anos. A notícia foi confirmada pela sua mulher, Luciana Duvall, que descreveu o marido como “um dos maiores atores do nosso tempo” e um “contador de histórias” nato.

Duvall morreu pacificamente na sua propriedade em Middleburg, no estado da Virgínia, encerrando uma carreira que atravessou sete décadas e que moldou a face do cinema norte-americano moderno.

Uma vida dedicada à Arte

A trajetória de Robert Duvall é um exemplo de dedicação ao método e à verdade da personagem. Fique a par dos momentos que definiram a sua jornada:

1931: Nasce em San Diego, Califórnia, filho de um oficial da Marinha.
1955: Muda-se para Nova Iorque e divide apartamento com outros nomes que viriam a ser lendas: Dustin Hoffman e Gene Hackman.
1962: Estreia-se no grande ecrã em “Mataram a Cotovia” (To Kill a Mockingbird), no papel do misterioso Boo Radley.
1972: Alcança o estrelato mundial como Tom Hagen em “O Padrinho”, papel que lhe valeu a primeira de sete nomeações aos Óscares.
1979: Pronuncia uma das frases mais icónicas da sétima arte: “Adoro o cheiro do napalm pela manhã”, no filme “Apocalypse Now”.
1984: Vence o Óscar de Melhor Ator pelo seu papel como um cantor de música country em “Amor e Compaixão” (Tender Mercies).
2015: Torna-se, aos 84 anos, o ator mais velho a ser nomeado para um Óscar de Melhor Ator Secundário, pelo filme “O Juiz”.
2026: Falece aos 95 anos, deixando um legado inestimável.

O impacto de Duvall na cultura popular é imensurável, influenciando gerações de novos atores que procuram a “verdade” em cada cena, tal como Bob sempre defendeu.

O adeus de quem o amava

“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Óscar… Para mim, ele era simplesmente tudo”, partilhou Luciana Duvall. A família informou que não haverá um serviço fúnebre formal, sugerindo que quem quiser honrar a sua memória o faça “vendo um bom filme ou contando uma boa história à mesa com amigos”.

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