Atentado suicida em Moscovo mata polícia e gera pânico na capital russa
Um ataque suicida em Moscovo provocou a morte de um polícia e ferimentos graves noutros dois agentes junto à estação Savyolovsky. Saiba tudo sobre o atentado.
Um inesperado atentado suicida em Moscovo abalou o centro do ‘império’ russo na madrugada desta terça-feira, 24 de fevereiro. Um bombista suicida detonou um artefacto explosivo junto a uma viatura da polícia de trânsito, resultando na morte imediata de um agente e deixando outros dois em estado grave. O incidente ocorre num momento de elevada tensão, coincidindo com o quarto aniversário do início da invasão russa na Ucrânia.
O que se sabe sobre a explosão na estação Savyolovsky
O ataque teve lugar escassos minutos após a meia-noite, nas imediações da estação ferroviária de Savyolovsky, um dos principais eixos de transporte no norte de Moscovo. De acordo com informações avançadas pela porta-voz do Ministério do Interior, Irina Volk, o agressor aproximou-se da patrulha policial e acionou o dispositivo.
As imagens captadas por câmaras de vigilância e partilhadas por canais locais mostram uma viatura policial com os vidros estilhaçados e danos severos na carroçaria, embora não tenha ocorrido um incêndio após a detonação. O atacante morreu no local e a sua identidade ainda não foi revelada pelas autoridades russas.
Cronologia dos eventos: do alerta à investigação
00:05: Ocorre a detonação junto a um carro patrulha da polícia de trânsito na praça da estação Savyolovsky.
00:15: Serviços de emergência e equipas de desminagem chegam ao local, isolando o perímetro.
01:30: O Comité de Investigação da Rússia confirma a abertura de um processo criminal por atentado contra a vida de agentes da autoridade e tráfico ilegal de explosivos.
08:00: Agência Lusa e meios internacionais como a AP e o The Guardian confirmam o balanço: um morto e dois feridos hospitalizados.
O rasto de violência na capital russa
Este não é um caso isolado de violência dirigida a forças de segurança ou figuras de autoridade em Moscovo. Recentemente, a cidade tem sido palco de incidentes semelhantes que mantêm a população em alerta máximo:
Março de 2024: O trágico ataque ao Crocus City Hall, reivindicado pelo estado islâmico, que vitimou mais de 140 pessoas, continua a ser a memória mais negra do terrorismo recente na Rússia.
Dezembro de 2025: Uma explosão semelhante na zona sul de Moscovo causou a morte de dois polícias de trânsito quando estes abordavam um indivíduo suspeito perto de um veículo.
Fevereiro de 2026: Apenas semanas antes deste atentado, um general russo ficou em estado crítico após um ataque a tiro no centro da capital.
Investigação aponta para possíveis motivações
Embora nenhum grupo tenha ainda reivindicado a autoria deste último atentado, o Comité de Investigação está a analisar todas as pistas. A coincidência da data – o aniversário do conflito na Ucrânia – é um fator que não está a ser ignorado pelos analistas internacionais. A segurança em Moscovo foi reforçada, especialmente em infraestruturas de transporte e edifícios governamentais.
Para já, os dois polícias feridos permanecem sob cuidados médicos intensivos, enquanto a perícia forense tenta identificar o autor através de restos de ADN recolhidos no local.