Amanhã o mercúrio sobe nos termómetros mas o céu ameaça desabar

Saiba o tempo para amanhã, 23 de abril. O IPMA confirma a subida das temperaturas máximas e o risco de trovoada no interior e sul de Portugal.

Amanhã o mercúrio sobe nos termómetros mas o céu ameaça desabar

A previsão do IPMA sobre o tempo para amanhã, quinta-feira, 23 de abril de 2026, aponta para dualidade meteorológica em Portugal Continental. Enquanto os termómetros dão sinais de subida, aproximando-nos de um cenário mais primaveril, a atmosfera prepara uma rasteira com o aumento da instabilidade. Segundo os dados mais recentes do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, vamos sentir um aquecimento no interior, mas quem circular pelo Centro e Sul a partir da tarde deve contar com o regresso da trovoada.

O anticiclone, que até agora garantia dias mais calmos, está a perder terreno. O enfraquecimento desta barreira de alta pressão permite que o ar quente acumulado à superfície encontre instabilidade nas camadas mais altas da atmosfera, criando o cenário ideal para a formação de nuvens carregadas e precipitação repentina.

Céu velado e o regresso das nuvens de desenvolvimento

O arranque da manhã desta quinta-feira será enganador. Na maior parte do território, o sol brilhará através de um manto de nuvens altas, que não trarão chuva imediata. Contudo, o cenário muda radicalmente após o almoço. O foco de atenção vira-se para o Interior Centro e para o Alentejo e o Algarve, onde o céu vai ficar mais pesado.

  • • Manhã marcada por nuvens altas em todo o país.
    • Tarde com aumento crítico de nebulosidade no Interior Centro e Sul.
    • Formação de nuvens de desenvolvimento vertical que podem resultar em aguaceiros.

Para os condutores que circulam cedo em zonas de vale no interior, o cuidado deve ser redobrado. Esperam-se neblinas ou nevoeiros matinais que, embora passageiros, reduzem significativamente a visibilidade devido ao fenómeno de inversão térmica.

Máximas a roçar os 25 graus no interior

A grande notícia do tempo para amanhã é mesmo o reforço do calor. Alexandra Fonseca e Cristina Simões, meteorologistas do IPMA, confirmam que haverá uma subida da temperatura máxima, sendo este efeito mais sentido longe da costa. Em alguns distritos, o calor será quase estival.

• No litoral, as máximas vão oscilar em torno dos 19°C.
• No interior sul, os termómetros podem disparar até aos 25°C.
• As mínimas mantêm-se frescas, entre os 11°C e os 12°C, gerando uma amplitude térmica acentuada.
• Em Lisboa, a previsão aponta para 19°C de máxima, enquanto as mínimas não deverão baixar dos 12°C.

Este aquecimento diurno funciona como combustível para a trovoada. O ar quente sobe com força e, ao encontrar as correntes de altitude, condensa-se rapidamente.

Onde e quando pode cair trovoada?

A instabilidade não é para todos, mas, onde chegar, será com intensidade. A partir do meio da tarde deste 23 de abril, o risco de trovoada torna-se real. A monitorização constante indica que as células de chuva vão concentrar-se na metade sul do País e na raia beirã.

O IPMA alerta para a natureza súbita destes fenómenos. Não se trata de chuva persistente, mas de descargas elétricas e aguaceiros localizados que podem apanhar os mais distraídos. Com humidade relativa a rondar os 52%, as condições são propícias para que o céu estale em pontos isolados.

Vento e condições marítimas estáveis

Apesar da agitação no céu, o vento não será o protagonista do dia. A previsão aponta para um regime de ventos fracos a moderados, soprando predominantemente de Norte.

• Vento do quadrante norte com velocidades até 25 km/h.
• No Algarve (sotavento), o vento roda para sudoeste durante a tarde.
• Nas terras altas, a direção poderá oscilar do quadrante sul.

No mar, a situação é de total normalidade. Com a água a manter-se entre os 16°C e os 18°C, a agitação marítima não apresenta riscos significativos, dispensando qualquer aviso de segurança para a navegação costeira ou atividades balneares.

Precauções para quinta-feira

Com a subida das temperaturas e a ameaça de trovoada, o rigor na estrada é fundamental. O primeiro embate da chuva com o pó acumulado no asfalto cria uma película escorregadia que exige distância de segurança reforçada. Além disso, embora o índice UV se mantenha num nível moderado (índice 2), o aumento das temperaturas convida a uma hidratação mais frequente.

Luís Martins; WiN
Imagem Pexels

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