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Mulher atacada por multidão de homens no Iraque por não usar hijab

Jovem atacada por grupo de homens, no Iraque, por estar em local público sem hijab, o véu usado por muçulmanas para cobrir a cabeça.

Mulher atacada por multidão de homens no Iraque por não usar hijab

Uma jovem foi atacada por um considerável grupo de homens, no Iraque, depois de vista em público sem hijab, o véu usado por muitas mulheres muçulmanas para cobrir a cabeça. O episódio ocorreu na véspera de ano novo em Basra, no sul do país, quando a mulher caminhava numa área pública e foi cercada, hostilizada e tocada por diversos homens [vídeo].

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A ação coletiva gerou pânico e colocou a integridade física da jovem em risco. Este tipo de ataques tem ocorrido num contexto de crescente violência de género e pressão social por normas conservadoras sobre a aparência feminina. Apesar de o uso do hijab não ser obrigatório por lei no Iraque, normas sociais conservadoras exercem ainda forte influência, especialmente em regiões mais tradicionais.

Assédio a mulheres sem hijab multiplicam-se no Iraque

Mulheres que não sigam estes padrões podem tornar-se alvo de intimidação, assédio ou violência, especialmente em locais públicos, deixando claro o desafio de proteger a liberdade individual face a expectativas culturais rígidas. Após o ocorrido, autoridades locais identificaram e detiveram 17 dos envolvidos, de acordo com diversos meios de comunicação locais, numa tentativa de responsabilização criminal pelos atos de agressão e assédio contra a jovem.

A detenção dos suspeitos foi uma resposta inicial das forças de segurança, que enfrentam críticas sobre eficácia e profundidade das medidas de proteção às mulheres no país, onde incidentes semelhantes têm-se repetido e expõem fragilidades nas garantias de segurança e direitos de género.

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