Melo rejeita que CDS seja muleta do PSD e garante não ter medo de ir a votos sozinho
O presidente do CDS-PP considerou hoje falsa e “profundamente injusta” a “conversa da diluição” na coligação com o PSD, rejeitando que o partido seja muleta, e garantiu que os centristas não têm medo de ir a votos sozinhos.
Nuno Melo deixou esta posição na apresentação da sua moção de estratégia global ao 32.º Congresso do CDS, intitulada “Tempo de futuro”.
O líder, e recandidato à liderança dos centristas, afirmou que o PS só saiu da governação “porque o PSD e o CDS deram as mãos através da AD” e defendeu que o seu partido fez a diferença para o resultado eleitoral.
“A diferença foi de pouco mais de 30 mil votos e sabemos que o CDS no seu pior momento teve resultados próximos de 100 mil votos, então nós sabemos que de facto o CDS foi uma parte relevante desta equação, foi por causa do CDS também que o poder político passou dos socialismos para o espaço político de centro-direita”, sustentou.
“Isto não foi por favor e nós não somos muleta”, salientou.
Nesta primeira intervenção perante o congresso, que decorre entre hoje e domingo em Alcobaça, o presidente do CDS-PP e ministro da Defesa Nacional respondeu aos críticos que têm alertado para a diluição do partido na coligação com o PSD.
“Essa conversa da diluição não é só falsa, eu sinceramente considero-a profundamente injusta para quem todos os dias dá tudo de si para afirmar o CDS num contexto que é difícil”, defendeu.
E recusou transformar o PSD num adversário.
Nuno Melo garantiu igualmente que o “CDS não tem medo de ir a votos, o CDS nunca teve medo de ir a votos” e referiu que ele próprio já se apresentou a eleições “muitas vezes sozinho”.
FM/DA // NS
By Impala News / Lusa