Autoridades moçambicanas precisam de 81 mil euros para reparar barragem vandalizada
As autoridades moçambicanas anunciaram hoje que precisam de 81 mil euros para repor o sistema elétrico vandalizado da barragem de Massingir, província de Gaza, que comprometeu o funcionamento normal daquela infraestrutura estratégica no sul do país.
Segundo o diretor da Divisão de Gestão da Bacia do Limpopo, na Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), Ivan Cuna, atos de vandalismo afetaram cabos elétricos de cobre, transformadores e equipamentos ligados ao principal descarregador de cheias da barragem, obrigando a recorrer provisoriamente a geradores para garantir o funcionamento mínimo do sistema.
“Vandalizaram todo o sistema com todos os cabos, denominados VAV [cabos elétricos subterrâneos], cobre, e também foi vandalizado o nosso transformador secundário, que eleva a corrente para o nosso órgão, que é o descarregador de cheias principal”, disse Ivan Cuna, em declarações aos jornalistas.
O responsável explicou que a vandalização atingiu praticamente todos os componentes do quadro elétrico da infraestrutura, comprometendo a operacionalidade normal da barragem e exigindo intervenção técnica especializada para reposição integral do sistema.
“Estamos a estimar cerca de seis milhões de meticais [quase 81 mil euros] para o efeito. É preciso uma empresa especializada para poder fazer a reposição como deve ser”, afirmou o diretor.
Com uma potência instalada de 25 MegaWatts, a barragem de Massingir, no rio dos Elefantes, província de Gaza, é uma das maiores infraestruturas hidrográficas de Moçambique, desempenhando um papel estratégico no abastecimento de água, irrigação agrícola e controlo de cheias na região sul do país.
O administrador distrital de Massingir, Sérgio Costa, alertou para o aumento de casos de vandalização e invasão de áreas restritas da barragem, defendendo o reforço urgente das medidas de proteção e segurança do empreendimento.
“A barragem de Massingir não pode ser um lugar onde qualquer indivíduo vá passear ou pescar no leito da barragem”, declarou Sérgio Costa, referindo que recentemente um jovem de 16 anos morreu após escorregar numa área considerada restrita enquanto praticava pesca.
O administrador dise que têm sido frequentes os casos sobretudo relacionados com o roubo de cabos elétricos de cobre para comercialização ilegal, lamentando a ausência de detenções até ao momento e defendendo novas estratégias de proteção para salvaguardar a integridade da infraestrutura.
“Aquele empreendimento precisa de ter dispositivos de segurança que correspondam à dimensão e importância da barragem”, afirmou Sérgio Costa, acrescentando que é necessário encontrar “novas formas de salvaguardar a integridade da barragem”, considerada estratégica para o país.
EYMZ // ANP
By Impala News / Lusa