Rúben Pacheco Correia TVI queria pagar-lhe muitos milhares por documentário, mas levou nega: “Ia perder dinheiro”
A história não é de agora, mas o apresentador voltou a contá-la, desta feita, sem esconder os montantes envolvidos.
Rúben Pacheco Correia, que ficou com o lugar ao lado de Luciana Abreu após o despedimento de Rui Oliveira, contou em entrevista à TV Guia os bastidores do seu documentário, um projeto financiado inteiramente com dinheiro próprio, negociado com a TVI e que acabou por aterrar na CMTV depois de uma sequência de eventos que ele descreve sem papas na língua.
“Fiz o meu documentário sozinho. Gastei cerca de 80 mil euros meus. Paguei tudo.” A produção envolveu viagens à Sicília e ao Brasil com equipas de várias pessoas, contratos com advogados no Brasil para acesso a uma prisão e honorários de advogados em Portugal. “Toda a gente recebeu. Fiz um trabalho sério.”
O apresentador foi à TVI com o trailer do documentário. Na reunião, João Patrício disse-lhe que o projeto não encaixava no canal e que seria mais adequado para a CNN. Por acaso, no corredor, cruzou-se com José Eduardo Moniz, que viu o trailer duas vezes e disse que era “brutal” e que iam avançar.
A proposta (e contraproposta) da TVI
O pedido foi de 120 mil euros. A TVI não respondeu. Depois de alguma espera, Moniz anunciou publicamente o documentário como uma aposta da TVI numa apresentação de um livro de Rúben Pacheco Correia na Câmara de Lisboa. Só depois pediram os materiais brutos para começar a edição. “E eu disse que ainda não tínhamos assinado o contrato.”
A proposta que chegou foi de 50 mil euros. “Só ia perder dinheiro. Vim à CMTV e acabou a brincadeira. Apertei a mão ao Carlos Rodrigues e avançámos. Enviei um email ao Moniz a dar nota de que tinha fechado aqui e ele responde-me a dizer que a TVI estava disponível para me dar os 120 mil euros e ainda um programa. Obviamente que tinha este compromisso com a CMTV e assim foi. E foi a melhor decisão da minha vida“
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Arquivo Impala & Redes sociais