Pedro Crispim Fala sobre o início Renato Seabra no mundo da moda: “Passava entre as pingas da chuva”

Mais de uma década depois do crime que chocou o país, o nome de Renato Seabra voltou à ribalta por causa de um podcast recente. Em entrevista exclusiva à Nova Gente, Pedro Crispim recuou no tempo e recordou o jovem que formou no concurso À Procura do Sonho, da SIC.

O mediatismo em torno da tragédia que envolveu o Renato Seabra e o Carlos Castro em Nova Iorque continua a despertar uma enorme curiosidade no público. Confrontado com o regresso deste tema à atualidade, Pedro Crispim relembrou a experiência como professor de passerelle no formato televisivo que deu visibilidade à agência Face Models.

Questionado se ainda guardava memórias do jovem que acabou condenado nos Estados Unidos, o comentador disse: “Lembro-me, mas por norma há uma separação grande entre mim e os candidatos”. 

Sobre o perfil do ex-concorrente na altura, o stylist traçou um perfil tranquilo: “O Renato tinha sempre uma energia tranquila, muito discreta. Não chamava a atenção, passava um bocadinho entre as pingas da chuva”.

O poder de Carlos Castro e a responsabilidade na moda: “Tu só fazes o que queres”

Um dos maiores comentários que gira em torno desta história prende-se com a ideia de que Carlos Castro estaria a usar a sua influência para catapultar a carreira de Renato Seabra no estrangeiro. Sobre a possibilidade de alguém externo a uma agência conseguir potenciar o percurso de um manequim, Pedro Crispim desmistificou o assunto.

“Nesta indústria, como em todas as outras, tu só fazes o que queres”, garantiu em entrevista à NOVA GENTE. Crispim defendeu ainda que qualquer pessoa “informada e adulta” é inteiramente responsável pelos seus atos e escolhas.

“No meu caso, não me lembro de, em nenhum momento, me fazerem sentir constrangido. No minuto em que isso acontecesse, eu dava as costas, porque vale muito mais a tua identidade, educação e carácter do que um desfile ou uma capa de uma revista”, explicou ainda. 

O comentador explicou também que, durante a vigência do programa da SIC, todos os participantes estavam devidamente protegidos pela organização. “Nestas histórias, muito se diz e todos acham que sabem, mas ninguém sabe nada. Durante os concursos, os concorrentes ficam blindados e acompanhados, mas depois vão à vida deles”, esclareceu, justificando que nenhuma agência consegue controlar os passos de um agenciado a tempo inteiro.

A fechar o assunto, Pedro Crispim partilhou a sua própria experiência profissional com o jornalista, assegurando que nunca presenciou qualquer comportamento abusivo: “Fiz alguns desfiles em várias produções do Carlos e não me lembro de ele ter sido incorreto, ou de ter sentido outro tipo de nuance que não a profissional. Não posso falar pelos outros, mas posso falar do meu caso”, rematou.

Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala 

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